Eu ouço, mas não entendo, por quê?

Essa é a pergunta que mais ouço na primeira consulta na clínica. Perto dos 60 anos, assim como acontece com a visão e com a pele, a audição também começa a apresentar alguns sinais de envelhecimento. 

 Karina Delgado André Falco - Foto Agda Sarain


A presbiacusia - perda auditiva que acontece devido à idade - apresenta como característica uma perda maior em sons agudos do que nos graves, que muitas vezes ainda estão próximos, ou até dentro, dos padrões de normalidade. Com esse tipo de perda auditiva, a pessoa fica sem ouvir alguns sons que são fundamentais para o entendimento das palavras, como o som do s, do z, do d, do t, que acontecem nas altas frequências (agudos), mas ainda ouvem os sons das vogais e de consoantes como o m, o n, o p. Sendo assim, ela ouve que alguém está falando, mas por não ouvir todos os sons de forma nítida, acaba tendo dificuldade para compreender o que está sendo falado. Em situações em que há ruído, o problema de compreensão pode ser ainda maior. Esse quadro pode gerar o isolamento da pessoa, que muitas vezes, se sente constrangida por pedir que os outros repitam o que foi dito.
Algumas palavras da nossa língua possuem sons bem semelhantes, como por exemplo: sessenta e setenta, faca e vaca, o que facilita a confusão pelas pessoas com essa perda auditiva!
A falta de audição pode ocorrer por outros fatores além da idade, como por excesso de exposição ao ruído, comum em algumas profissões. Ela pode ser corrigida com o uso de aparelhos de amplificação sonora, hoje muito mais sofisticados e discretos, que vão trazer os limiares auditivos novamente para próximo da normalidade, trazendo maior nitidez e inteligibilidade de fala e menos isolamento da pessoa.

 

Fonoaudióloga
Karina Delgado André Falco – Resound
Rua Amélia Correa Fontes Guimarães, 50
Tel.: 3501-0418

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