Eu adoro jeans!

Com ele você roda o mundo e se integra a todas as ‘tribos’ da moda. Mas, moda também envolve cultura e história, e a peça mais inovadora da história contemporânea é a calça jeans. 
A calça jeans surgiu em 1853 quando Levi Strauss teve ‘a ideia’ de criar um uniforme para os homens que trabalhavam nas minas de ouro dos EUA, embora não seja exatamente esta a versão mais correta.

 

Os brasileiros são grandes consumidores de jeans no mundo, ocupando o segundo lugar em produção e movimentando bilhões por ano no país. E, embora já tenha mais de 100 anos de existência, o jeans ainda é um queridinho, e diversos são os looks que dele pode-se tirar proveito. Até bebês de um ano já vestem uma calça ou jardineira! 

 
Simples, informal, básico e versátil, com ele é quase impossível errar já que quase sempre as peças ‘caem como uma luva’ em diversas, mas não todas, ocasiões. Sinônimo de sucesso e praticidade, a regra geral para homens e mulheres é saber qual modelo tem melhor caimento e estilo.
Em 1918, as mulheres sentiram na pele a liberdade que ele proporcionava, e isso começou através dos chamados ‘Freedom-Alls’. Este conjunto de túnica/calça foi concebido para dar a elas mais liberdade nos movimentos e para libertá-las do vestuário limitativo da época. E não parou mais...
 
Nos anos 1970, a calça jeans começou a fazer parte das coleções de moda de grandes estilistas e o caimento deveria ser perfeito. Estilistas americanos como Ralph Lauren, Oscar de La Renta, Geoffrey Beene e Calvin Klein a transformaram num ícone de status e faturaram bastante com suas peças. Klein, particularmente, entendeu o potencial sexual de um bumbum firme dentro de uma calça jeans justa e, em 1976, ajustou o corte para acentuar as nádegas de quem as vestia. Três anos depois, Klein já dominava 20% do mercado da moda (as brasileiras em particular o agradecem até hoje, já que aqui o jeans virou sinônimo de sensualidade despojada).
Quem não se lembra da propaganda polêmica de 1980 que trazia a modelo Brooke Shields com 15 anos, emergindo de uma piscina de topless, dizendo ‘não existe nada entre minha Calvin e eu!’. Klein transformou rapidamente 25 milhões de dólares em 180 milhões. Isso antes de o brim com stretch inundar o mercado, assim, essas calças não só tinham a cintura excepcionalmente alta e justa, como também eram grossas e inflexíveis — tão apertadas e rígidas que as mulheres precisavam deitar e usar uma pinça para subir o zíper. E viva o elastano! O produto acompanhou, com todas as suas alterações de modelagem, o grito de liberdade de milhares de mulheres ao redor do mundo, grito de independência, de emancipação, de igualdade.
 
 

Mas... E na hora de ir às compras? 

Bem, cada modelo se adapta melhor a um tipo de corpo.

 

           Flare – Esta calça é ideal para mulheres do ‘tipo pera’, pois as barras amplas do modelo ajudam a equilibrar os quadris. Quando usadas com saltos grossos (quanto mais fino, mais largo parece o quadril) elas valorizam as pernas e alongam a silhueta. Mas é preciso cuidado com a barra, que deve cobrir totalmente os sapatos. Sempre que tiver os quadris largos ou coxas grossas, combine com blusas compridas e soltas, como batas, túnicas e camisas fluídas que camuflam o volume da região.
 
           Capri – A modelagem valoriza mulheres com pernas longas. Se estiver acima do peso, opte por uma barra na altura dos tornozelos e que enfatize essa parte. As baixinhas podem usar um salto alto ou coordenar a calça com um calçado que deixe o peito do pé à mostra e dê a sensação de pernas mais compridas.
 
         Skinny – Por ser justa (não agarrada) do início ao fim, a peça marca bem o corpo e é mais indicada para quem tem as proporções bem equilibradas por que evidencia tudo – quer seja magrinha ou mais cheinha (estas parecem mais gordinhas por que a calça marca bem a coxa grossa e depois afina embaixo aumentando a grossura superior). Portanto, cuidado! Uma reta é a melhor opção. 
 
             Reta – A calça reta tem um corte clássico e o que muda com as tendências da moda são as lavagens e as texturas. É uma modelagem bem democrática, que valoriza todos os tipos físicos, porém é preciso ter cuidado com o caimento: não pode ser justa nem larga. Ela deve cair reta sem repuxar (e não, a skinny não é a reta). Ótima para quem tem pernas grossas, alonga e deixa o corpo como todo visualmente mais fino. Mulheres de perna grossa, esta é a sua skinny!
 
        Pantalona – Este tipo de calça alonga o corpo e ainda disfarça bumbuns grandes. É uma boa opção para quem está acima do peso e é alta, pois não marca as gordurinhas. Para criar um look que dê a sensação de silhueta longilínea e mais magra, combine a calça com uma camisa de cores próximas e que tenha modelagem menos ampla e botões verticais. 
 
 
Para todos, vale lembrar: 
*Quanto mais desgaste e tom claro, mais informal. Jeans até pode ser semiformal quando escuro, reto, longo e com blusa e acessórios poderosos, caso contrário esqueça! Essa história de combiná-lo com uma blusa de seda para parecer ‘formal’ e ir em casamento de dia não existe.
*Se tem marcas horizontais, quer dizer que está apertado, como para qualquer roupa com estas marcas.
*Quadril largo sempre pede cintura um pouco mais alta para qualquer tecido de calça. Nesse caso, a blusa vai por fora dela.
*E lembre-se, não é porque você gosta que fica bem. Se gostar de uma marca, mas o corte não te valorizar, encontre outro, existem inúmeros! Está apertada? Procure tamanho maior. Não ficou bom? O modelo não é para você. E isso não vale só para o jeans, combinado?
 
O jeans fez uma revolução no guarda roupa das mulheres, use com bom senso e arrase!      
 
 
 
 
 
 
 
 
Veja aqui nossa galeria de fotos com peças em jeans que você encontra pelo bairro.

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  • cibele
    Sempre passo na padaria para pegar a revista, adoro as matérias da Claudia Castellan, suas dicas e informações são básicas e precisas. Agora já sei como comprar meus jeans.

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