Revestimentos - áreas secas - II

Considero como 'áreas secas', aquelas que não podemos lavar e sim, no máximo, passar um pano úmido. São elas: madeira, piso laminado, vinílico, carpete, papel de parede e fórmica. A seguir, abordarei uma a uma.


A madeira é um revestimento que não sai de moda. Seja a tábua corrida em diversas larguras ou o taco, que pode ser de apenas 3cm de largura, a madeira hoje em dia reveste piso e parede. Se ela vai no piso, existem diversas resinas para protegê-la e, as mais eficientes, são feitas à base de água – elas penetram na madeira em vez de ficar apenas na superfície, como os vernizes. Existem versões para alto tráfego e tráfego normal.

 

 


O piso laminado é uma versão econômica e superprática da madeira: é resistente, existe em uma quantidade enorme de padrões e sua colocação é rápida. Sua única desvantagem é o barulho de 'oco', mas para minimizar esse efeito existe uma manta 'antirruído' que substitui a manta comum usada entre a laje e o revestimento. Também está chegando ao mercado uma versão do piso laminado que promete ser resistente à água, e já temos revendedor desse material em nosso bairro!

 

 


Outra versão da madeira que está em alta é o revestimento vinílico. Alguns são feitos com material reciclado e eles têm um pouco mais de resistência à água. Considero que sua maior vantagem é a possibilidade de revestir superfícies curvas, como painéis e balcões. Além da madeira, há outros padrões coloridos e lúdicos muito usados nas academias de ginástica.

 


 


O carpete é o revestimento mais polêmico! O argumento usado contra ele é a difi culdade de limpeza, mas hoje ele já é produzido com tratamento antiácaro e existem diversas empresas especializadas em mantê-lo limpo. Assim como outros revestimentos devem ser varridos periodicamente, o carpete precisa ser aspirado com o mesmo intervalo e lavado de seis em seis meses. Não é caro e é ultraeficiente.



 

O maior coringa nos revestimentos para áreas secas são os papéis de parede. Os mais simples não são 'laváveis' e podem rasgar com facilidade. Os vinílicos são muito resistentes, mas, às vezes, podem ter a aparência de plástico, o que não fica sofisticado. Os laváveis, mas que têm tato de tecido, são os que dão melhor resultado. A superfície para a colocação do papel deve ser lisa (caso contrário as irregularidades costumam aparecer) e ter uma demão de tinta para tirar o pó. A cola usada para a colocação do papel é inodora e não danifica outros materiais. Graças à facilidade de colocação, o papel de parede consegue mudar completamente um ambiente num piscar de olhos.

 

 
Um velho conhecido, e que é um revestimento coringa, é a fórmica. Resistente e com padrões dos mais clássicos aos mais arrojados, a fórmica já tem, inclusive, uma versão em chapa mais grossa para ser colada sobre o azulejo sem a necessidade de uma chapa de madeira por trás. É uma excelente opção para transformar cozinhas antigas em projetos contemporâneos com um mínimo de esforço, pois evita a demolição. O único inconveniente de sua aplicação é o cheiro da cola.

 

Agora, o verdadeiro pulo do gato, está em como usar os revestimentos, sejam de área seca ou de área molhada:

– Cuidado com a mistura: a quantidade de cores pode ficar ao gosto do freguês, mas procure não usar mais de uma textura. Se um dos revestimentos tiver textura marcante, os outros devem ser lisos. O mesmo vale para estampas que devem ser coordenadas.

– O foco: utilize materiais que devem estar em destaque nos locais que não terão móveis ou outras interferências. Tratando-se de paredes, procure colocar o que você quer mostrar acima de 90 cm e abaixo de 2 m. Assim eles ficarão dentro do campo visual.

Algumas lojas de revestimento desenvolvem um projeto em 3D para o cliente. Esta é uma excelente alternativa para quem não conta com um suporte profissional. Sendo assim, bom revestimento pra você!

 

 

Leia a matéria sobre revestimentos para áreas úmidas - Parte I aqui

Por Eliane Queiroz

 

 

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