Climatização

Depois da roda, acho que a melhor invenção do homem é o ar condicionado! Conforto térmico: quais os recursos de que dispomos para driblar o frio ou o calor intenso?

O mais básico é o conhecido ventilador.  Se ele estiver no piso ou na parede, deve ter grade para evitar acidentes. Se estiver no teto, a distância mínima entre o aparelho e o forro deve ser de 25 cm para que a captação do ar não fique prejudicada. Uma boa alternativa, principalmente tratando-se de crianças e outros usuários para quem o ar-condicionado é contraindicado é o ventilador associado a um vaporizador de água. Além de aumentar a sensação de frescor, ele ajuda a hidratar as vias respiratórias. Mas, atenção: não use em bibliotecas!
 
Os aparelhos de ar-condicionado, ultimamente objeto de desejo, estão bem mais sofisticados.  Os de “janela”, aquelas caixas que ficam num buraco no vidro ou mesmo na alvenaria, estão mais silenciosos e econômicos. Mas a bola da vez são os que usam um sistema chamado “Split”, que separa o equipamento que esfria o ar (condensador) da parte que distribui o ar (evaporador ou difusor). As vantagens principais são ruído mínimo a possibilidade de ter um único con- densador para diversos evaporadores (bi-split, tri-split, multi-split). Com ele existe a opção de resfriar e aquecer, bem como controle individual de temperatura. Na categoria Split, a última pedida são os Inverters: uma tecnologia que economiza quantidade significativa de energia elétrica. Deixo aqui uma dica: na hora da compra, lembre-se de considerar a qualidade da assistência técnica! 


“NA ARQUITETURA, O SUBJETIVO É TÃO IMPORTANTE QUANTO O OBJETIVO, E DEVE SER CONSIDERADO 
NAS ESCOLHAS.”
 
 
 
Agora, existem recursos para não judiar tanto dos pobres aparelhos de ar-condicionado. Todo material que demora para mudar de temperatura, ou seja, que não é bom condutor térmico, pode ser usado como isolante em coberturas e paredes: isopor, lã de rocha, cerâmica e até ar. Quanto maior a distância entre a laje e o telhado por exemplo, mais fresca será a construção. Se houver ventilação embaixo da construção (palafitas) e/ou entre a laje e o telhado, o sistema fica ainda mais eficiente. 
Muitas subcoberturas (mantas aluminizadas) prometem alterações significativas de temperatura, mas, em minha experiência, acredito ser uma solução paleativa.
Os revestimentos de piso, como carpete, porcelanato e madeira fazem bastante diferença na busca do frescor ou do aquecimento.
 
Falando em aquecer, um sistema ultrassofisticado é o aquecimento de piso. Pode ser usado sob vários materiais, como madeira e porcelanato. No banheiro, em localidades muito frias, faz toda a diferença na hora de entrar e sair do chuveiro. Sua instalação deve ser feita por empresa especializada, não é para curiosos.
 
E o mais antigo de todos os sistemas de controle de temperatura: o fogo! Existem as lareiras à lenha, a gás e elétricas. Cada uma tem especificidades de construção e instalação e também criam sensações diferentes: aconchego, praticidade, sofisticação, modernidade... Na arquitetura, o subjetivo é tão importante quanto o objetivo, e deve ser considerado nas escolhas.
 
O ar quente sobe; assim o caminho da exaustão das lareiras pode ser usado para aquecer outros locais distintos do cômodo onde ela se encontra.
Considerando este início de ano, se nada disso resolver, faça como alguns hotéis que, mesmo sem ter trocador de calor na piscina, estão sendo obrigados a jogar gelo na água! 
 
Por Eliane Queiroz
 

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