Cidadão do Morumbi

Demônios da Garoa no Morumbi

Com jeito sorridente e sotaque mineiro, Wilder Benedito Paraizo, o Dedé Paraizo, não nega as origens. Morador do Morumbi há muitos anos, ele faz parte da terceira geração do Demônios da Garoa há nove, ao lado do neto de um dos fundadores do grupo. 

 

 

Compositor e apaixonado por música, Dedé era crooner de orquestra de baile, até se mudar para São Paulo, no começo dos anos 1980. Na capital paulista, já gravou alguns CDs próprios e participou de centenas de outros, pois é uma das vozes mais requisitadas para trabalhos de estúdio. Além de cantar praticamente em todos os estilos, Dedé toca violão, cavaquinho, viola, pandeiro, faz arranjos e é compositor. Tem mais de 180 músicas gravadas por diversos artistas, como o Grupo Sensação, Agepê, Zeca Pagodinho, Alcione, Só pra Contrariar e Jair Rodrigues. Fã dos Demônios da Garoa desde pequeno, ele começou a tocar violão aos nove anos e uma das primeiras músicas que dedilhou foi “Trem das Onze” e na sequência, “Saudosa Maloca”, sucessos do grupo fundado na década de 1940. Hoje, se orgulha de fazer parte desse ícone da música brasileira, o mais antigo grupo em atividade da América Latina. Ele também tem, em paralelo, uma carreira solo. “Quase não paro em casa porque quando não estou em shows com os Demônios, tenho a minha agenda pessoal de apresentações”. Dedé é apaixonado pelo Morumbi, e foi aqui que ele encontrou o seu paraíso. “Os outros integrantes do ‘Demônios’ insistem para eu me mudar para mais perto deles - a maioria mora na Zona Leste da capital - mas eu não deixo o Morumbi, não!”, conta.

 

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