Cidadão do Morumbi

No esporte ela é show!

Se assistir a um jogo de futebol ou qualquer competição esportiva já nos deixa emocionados, imagina acompanhar grandes eventos ligados ao tema bem de pertinho? 

A jornalista Claudia Reis sabe bem o que é isso. Apresentadora do ‘Esporte Fantástico’, na TV Record, ela fala à Dolce sobre essas e outras emoções e, claro, sobre a alegria de receber a Copa do Mundo aqui no Brasil.

 
No esporte ela é show!
 
Avisto Claudia e sua assessora, Patrícia, vindo ao nosso encontro, enquanto o fotógrafo, Marco, escolhe os pontos para os cliques desta matéria. Sorridente e ainda um pouco distante de onde estamos, ela se desculpa pelo ‘atraso’. Olho para o celular e vejo que se passaram apenas cinco minutos. A partir daí, ela não para mais de falar e de fazer brincadeiras. Com um alto astral que, confesso, eu não via há muito tempo, Claudia nos contagia com suas histórias, nos faz rir – e muito!, fala do marido, do trabalho, mostra fotos da afilhada bebê, declara seu amor ao Morumbi e ao verde que (ainda) existe por aqui. Entre uma foto e outra, revela que adora meditar, rezar e ler textos que inspirem seu lado espiritual, e faz questão de nos levar até o local onde faz isso, que fica ali mesmo, dentro do condomínio onde mora e estamos. 
Carioca, a jornalista apresenta o ‘Esporte Fantástico’, da Rede Record, desde maio de 2010 e, à frente do programa, participou da cobertura dos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara 2011, e dos Jogos Olímpicos de Londres 2012.
Antes de se mudar para São Paulo, trabalhou na TV Record Rio, no SporTV e na TV Vanguarda – afiliada da Rede Globo. Em 2007, contratada pelo Comitê Organizador dos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro, atuou como supervisora de operações de imprensa durante o Pan e o ParaPan.
 
 
No esporte ela é show!
 
ESTAR AO AR LIVRE E EM CONTATO COM A NATUREZA ME ACALMA, ME DÁ ENERGIA. E É ASSIM QUE ME SINTO AQUI NO MORUMBI.”
 
 
Graduada pela Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), fez MBA em Administração Esportiva na Fundação Getúlio Vargas (FGV) e se especializou em História das Relações Internacionais também na UFRJ. Fluente na língua inglesa, a apresentadora estudou espanhol, francês e italiano e, atualmente, se prepara para encarar o mundo das artes cênicas (ela faz aula na Escola de Atores Wolf Maya desde o início de 2013). “Sou uma pessoa realizada e grata a Deus pelas oportunidades que tenho na vida, e tento sempre dar o meu melhor em todas as situações. Claro que nem sempre acertamos, e os erros servem como forma de aprendizado. Ainda tenho muito a realizar e por isso vivo cada dia intensamente.”
 
Quando você se mudou do Rio pra São Paulo?
Dia primeiro de abril faz cinco anos que estou aqui e isso não é mentira (risos). Fui convidada para integrar a equipe de esportes que se preparava para transmitir as Olimpíadas de Inverno de Vancouver, os Jogos Pan-Americanos de Guadalajara e as Olimpíadas de Londres. Lembro como se fosse ontem: recebi o convite numa sexta-feira e na segunda já estava embarcando no Aeroporto Santos Dumont. Era um grande desafio e, graças a Deus, fiz a escolha certa. Deixar a família e os amigos não foi fácil, é do que sinto mais falta. Sempre que posso, vou ao Rio matar a saudade e recarregar as energias, mas posso dizer que já me tornei ‘um pouco paulista’ e que aqui me sinto em casa!
 
Por que escolheu o Morumbi para fixar residência, se aqui é tão distante da Record?
Sempre fui muito ligada à natureza, amo verde! Apesar de gostar de praia, meu passeio favorito no Rio sempre foi fazer trilha nas florestas e parques, isso sem falar nas viagens de fim de semana às cidades serranas do Estado. Estar ao ar livre e em contato com a natureza me acalma, me dá energia. E é assim que me sinto aqui no Morumbi. Meu marido outro dia falou que ‘aqui até o céu é mais bonito’ e eu concordo com ele! O trânsito intenso é, sem dúvidas, o maior vilão do bairro. Mas, como rotina de jornalista/apresentadora não tem horários fixos, muitas vezes consigo driblar os congestionamentos e escapar do rush.    
 
 
No esporte ela é show!

TRABALHAR NO ‘PAN’ E NO ‘PARAPAN’ EM 2007, ME AJUDOU MUITO NA HORA EM QUE CHEGOU A MINHA VEZ DE FAZER A COBERTURA JORNALÍSTICA DO PAN DE GUADALAJARA E DAS OLIMPÍADAS DE LONDRES, QUE FORAM EMOCIONANTES.

 
 
 
 
 
 
Como o jornalismo pintou na sua vida e, dentre todas as áreas, por que optou pela TV?
Quando estava na faculdade, jamais me passou pela cabeça trabalhar na frente das câmeras. Meu objetivo era escrever. Quando entrei no mercado de trabalho, ainda como estagiária no Canal Futura, as oportunidades foram surgindo. Comecei a trabalhar a voz e a desenvoltura no vídeo, e quando vi já estava apresentando programas no SporTV e na TV Vanguarda (afiliada Rede Globo). Hoje não me imagino apenas escrevendo. A dinâmica do trabalho com as câmeras tem tudo a ver com a minha personalidade.
 
Você atuou no Pan e no ParaPan aqui no Brasil em 2007; em Guadalajara, em 2011, e em Londres, em 2012. Que gostinho cada um deixou?
No Pan e ParaPan do Rio, eu fui contratada como supervisora de operações de imprensa diretamente pelo COB, ou seja, trabalhei diretamente para o Comitê Organizador do Jogos. Essa experiência me deu uma visão muito mais ampla do evento. Conheci os detalhes da organização, o que me ajudou muito na hora em que chegou a minha vez de fazer a cobertura jornalística do Pan de Guadalajara e das Olimpíadas de Londres, que foram emocionantes. Em Guadalajara, aprendi a respeitar e a torcer ainda mais pela seleção feminina de futebol. Eu estava ao lado da lateral Maurine quando ela se superou e fez o gol que garantiu a vaga para a final, logo após a notícia da morte de seu pai. O Brasil inteiro se emocionou e, claro, eu também! Em Londres, apresentei o Esporte Fantástico direto do estúdio da Record montado no Centro de Imprensa, no Parque Olímpico. E, entre tantas experiências, tive o privilégio de apresentar a final do vôlei feminino, ao vivo, ao lado da ex-jogadora Virna. Torci pelas meninas e comemorei o bicampeonato olímpico do Brasil!
 
Cobrir eventos desse porte, assim como as Olimpíadas e os Jogos Pan-Americanos parece um tanto glamouroso, mas a realidade é que dorme-se pouco e trabalha-se muito...
É verdade, mas vale muito a pena (risos)! É necessário um certo espírito aventureiro, pois se trabalha muito mesmo! Em eventos fora do país, ainda há a questão do fuso horário: trabalhamos no horário local e no do Brasil. Tudo isso é compensado quando se está dentro de um estádio, por exemplo, com a torcida vibrando e você acompanhando in loco o que o mundo está vendo pela TV.
 
Como surgiu o convite para apresentar o Esporte Fantástico?
Quando vim para São Paulo, a proposta inicial era para eu ser repórter do programa. Depois de um ano na função me chamaram para um teste no estúdio ao lado da Mylena Ciribelli, e foi uma grata surpresa! Gostaram do meu desempenho e eu passei a apresentar o programa todos os sábados.
 
Qual é o maior prazer em ser apresentadora esportiva, o que é mais estimulante?
Apresentar um programa de esportes requer descontração, simpatia, alegria. Isso é o que mais me motiva, pois o clima fica bem pra cima, alto astral, apesar de mantermos a seriedade e o comprometimento jornalístico. E o fato de o Esporte Fantástico ser ao vivo é outro fator estimulante pra mim, pois adoro a energia de estarmos em tempo real falando com os espectadores em todo o Brasil. Isso sem falar que esporte é saúde, e poder fazer parte desse universo é um privilégio.
 
Que sonhos profissionais ainda alimenta?
Sempre sonhei e desejei alcançar meus objetivos mas, com o tempo, aprendi que muitas vezes algo melhor do que sonhamos acontece e nos faz ainda mais felizes. Com isso, não deixei de sonhar, mas me tornei mais aberta ao que a vida me traz. Atualmente estou plantando uma sementinha, mas não sei que frutos virão ainda: estudo interpretação teatral na Escola de Atores Wolf Maya. Quem sabe um dia, além de jornalista e apresentadora, não trabalho também como atriz?
 
COM O TEMPO APRENDI QUE MUITAS VEZES ALGO MELHOR DO QUE SONHAMOS ACONTECE E NOS FAZ AINDA MAIS FELIZES. ”
 
No esporte ela é show!De uns anos pra cá, a linguagem usada nos programas esportivos ficou mais leve, o que atraiu as mulheres para frente e para dentro da TV, como expectadoras e apresentadoras. Você também participa da produção do programa?
Toda a equipe se reúne duas vezes por semana para definir pautas e acompanhar o andamento das matérias. É quando eu tenho a oportunidade de sugerir ideias novas. Como, além de apresentar eu faço reportagens, também posso ajudar nessas produções. Antes de um VT meu ir para o ar, eu assisto e decupo o material bruto, escrevo o texto, e por último gravo a locução. O que vemos no ar é o resultado de muito trabalho nos bastidores, envolvendo editores, produtores, cinegrafistas e técnicos. E pensa que a maioria é de homens? Nossa equipe de produção, por exemplo, é composta praticamente por mulheres.
 
Qual é o diferencial do Esporte Fantástico em relação aos outros programas de esporte da TV aberta?
Ele usa o esporte como pano de fundo para contar histórias divertidas, dramáticas, de superação e que sejam interessantes para todos os públicos, não apenas aqueles que são apaixonados por esporte.
 
Você tem acompanhado as notícias sobre a Copa aqui no Brasil, como os atrasos nas construções dos estádios, por exemplo?
Quando anunciaram que a Copa seria no Brasil, fiquei dividida. O país tem muitas necessidades urgentes que deveriam ser resolvidas antes de receber um evento desse porte e que demanda tanta atenção e, principalmente, tanto dinheiro público. Ao mesmo tempo, achei que seria uma chance de darmos um salto em termos de infraestrutura de aeroportos, estradas, hotelaria e mobilidade urbana, já que essas são exigências da FIFA. Infelizmente, vamos perder essa chance. Os estádios, que deveriam ser bancados pela iniciativa privada, receberam milhões e milhões de reais do governo e ainda assim não cumpriram o cronograma. E na parte da infraestrutura, muito pouco foi feito.
 
Falando em Copa do Mundo no Brasil, como você a vê?
Estou ansiosa para o seu início. Quando trabalhei na organização dos Jogos Pan-Americanos do Rio senti orgulho de poder, como carioca e brasileira, receber no meu país delegações do mundo todo envolvidas no ideal do esporte. O mesmo vai acontecer agora. Além da imprensa, dos atletas, das torcidas, enfim, das pessoas envolvidas diretamente no evento, todos nós teremos a oportunidade de fazer parte, de alguma forma, desta festa do esporte. E, por falar em festa, por que não sonhar com o Brasil hexacampeão? Imagina só vencer a Copa em casa! Melhor impossível!
 
Acha que as manifestações prometidas para o período podem tirar o brilho do evento ou trazer alguma consequência mais séria para o país, como enfraquecer sua imagem no exterior?
Acho que tirar o brilho do evento não seria o caso. Espero que as manifestações previstas sejam pacíficas. Acho justa a reivindicação do povo nas ruas, o que mostra que o brasileiro está cada vez mais crítico e lutando pelo que acredita, mas sou totalmente contra a violência. Como cidadã e jornalista, espero que seja um espetáculo bonito e sem incidentes.   

Comentários (1)

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  • SIMONE LIMA
    Linda! Parabéns! Fico muito orgulhosa por vc. Imagina seus pais! Beijo grande!

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