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Fanatismo brasileiro

José Ferreira Neto, mais conhecido como Neto, o Xodó da Fiel, nasceu em Santo Antônio de Posse, no interior do Estado de São Paulo, e trouxe para o Morumbi, há sete anos o sotaque carregado - sua marca registrada. 

Depois de passar pelo São Paulo Futebol Clube, pelo Palmeiras, Guarani e Santos, foi no Corinthians, seu time de coração, que se destacou como cobrador de falta famoso pela canhota. Aos 32 anos Neto encerrou a carreira com 470 jogos e 184 gols marcados.

Após o término de sua carreira como jogador, Neto ficou inativo por algum tempo, até ser contratado pela Rede Bandeirantes em 2006. Agora Neto fará parte, pela terceira vez, da equipe Band na Copa e nos falou sobre as suas expectativas para este grande evento que acontece no Brasil e sobre sua paixão pelo Corinthians, por quem se diz fanático!
 

Fanatismo brasileiro


 

Eu sempre tive cabeça de jogador. Então minha esperança era defender o Brasil pela Seleção. E agora Deus está me abençoando em ir para meu terceiro Mundial como profissional de imprensa. Isso me deixa muito contente e realizado.”


 

Dolce – Qual sua expectativa para a Copa do Mundo do Brasil?
Neto –
A melhor possível! Temos muitos problemas sim, mas já que não tem mais como voltar atrás, precisamos valorizar o evento e torcer para que o legado deixado contribua para crescimento da sociedade brasileira.

Dolce – A emoção é maior em comentar uma Copa do Mundo aqui no Brasil? Em algum momento da sua carreira você já tinha sonhado com isso?
Neto –
Eu sempre tive cabeça de jogador. Então minha esperança era defender o Brasil pela Seleção. Mas só fui ter essa experiência na Copa da Alemanha em 2006. Ali senti de fato uma emoção especial. E Deus está me abençoando de ir para meu terceiro Mundial como profissional de imprensa. Isso me deixa muito contente e realizado.

Dolce – O que você achou sobre o Estádio do Morumbi não ser sede da Copa?
Neto –
Uma tremenda injustiça! “Clubismo” à parte, o estádio do Morumbi é um local sensacional. Tem uma infraestrutura de primeira e só precisava melhorar o entorno e o estacionamento. Pra falar a verdade o estádio só ficou de fora por política interna. Leia-se briga do ex-presidente da CBF, Ricardo Teixeira, com o ex-presidente do São Paulo, Juvenal Juvêncio.

Dolce – Deixando de lado um pouco a questão da torcida pelo Brasil, você acha que a Copa 2014 vai deixar um legado positivo para o país?
Neto –
Eu espero que sim. Pelas informações que tenho a Arena Corinthians, por incrível que pareça, é o local que vai deixar o maior legado. De fato se investiu bastante na região de Itaquera. Os demais vão sofrer um pouco. O duro é ter gastado uma baita grana pra construir estádio onde nem time de futebol tem. Aí quero ver aproveitar. Um desperdício tremendo de dinheiro só para puxar o saco de determinadas regiões e governantes do País.
 

Fanatismo brasileiro
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Equipe Band na Copa com Luciano do Valle, que faleceu um mês antes do início do Mundial. Segundo Neto, ele era o coração do departamento de esporte. "Teremos que renascer nesse Mundial"
 

Fiz questão de ir ver o Corinthians ganhar o Mundial de Clubes no Japão. Aquele momento foi especial pra mim. fiquei realizado com essa conquista!”

 

Dolce – Como será sua rotina no período da Copa? Como sua família lida com a sua ausência nesses períodos?
Neto – A rotina é intensa. Muito trabalho. Mas é um evento especial e vale o sacrifício. Minha família está acostumada com minha ausência. Infelizmente. Procuro compensar quando estamos juntos.

Dolce – Você se considera um “fanático” pelo Timão e pelo futebol?
Neto –
Sou fanático por futebol sim! E torcedor do Corinthians, sentimento que herdei da minha mãe. Nunca escondi isso. Mas ao mesmo tempo, apesar de muita gente duvidar, sei separar meu carinho de torcedor das opiniões como comentarista. Se tiver que criticar, faço isso! Mesmo sendo sobre o Corinthians.

Dolce – Qual sua opinião sobre a violência nos estádios?
Neto –
Acho que isso é um problema governamental. Falta educação para boa parte da população brasileira. E isso desencadeia nessas babaquices que temos visto nos estádios. A verdade é que não deveria ter impunidade no País. Deixe uma turma dessa presa um tempão por brigar no estádio! Talvez não voltem a fazer isso. Mas a solução é educação na base.

Dolce – Você já fez alguma loucura por causa do fanatismo?
Neto –
Fiz questão de ir ver o Corinthians campeão mundial no Japão. Aquele momento foi especial pra mim. Eu que vivi uma história dentro do clube fiquei realizado com aquela conquista!

 

 

 
 

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