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Dá pra recomeçar?

Depois de anos de casamento, noivado ou namoro, casais se separam e, após algum tempo, decidem reatar. Isso dá certo? A primeira resposta é: depende.
Antes de tudo, depende da gravidade da causa da separação ou do rompimento. Na opinião de muitos parceiros, algumas causas são “imperdoáveis”: a revolta, a mágoa ou o ressentimento são tão grandes que um retorno torna-se impensável. Outros parceiros são mais condescendentes e aceitam dar uma segunda chance à relação.
Por isso, não se pode afirmar simplesmente que um recomeço dá ou não dá certo, pois a flexibilidade, a tolerância e a capacidade de perdoar de cada parceiro são diferentes e variáveis entre si.
Para efeito deste artigo, vamos imaginar que estamos tratando de um rompimento sem causas graves, algo do tipo incompatibilidade de gênios, hábitos irritantes, parceiros “pegajosos” ou excessivamente ciumentos.
Quando o casal construiu uma história de vida junto, a separação é mais dolorosa, mas a possibilidade de um recomeço é maior. Certamente nessa história haverá momentos felizes e marcantes que ajudam a manter a porta aberta para um novo reencontro.
O que deve ser levado em conta por ambos os parceiros é que, qualquer que seja o contexto do retorno, a relação nunca mais será a mesma de antes. E por uma razão muito simples: os parceiros não serão mais as mesmas pessoas, não terão mais as mesmas características de antes, nem os mesmos comportamentos e atitudes.
Durante o período em que estiveram separados, cada um amargou à sua maneira a dor da solidão, vivenciou experiências novas, conheceu pessoas e provavelmente outros parceiros. Tudo isso contribui para que a pessoa faça uma reflexão e uma revisão do seu “jeito de ser”. Então, ela chegará a novas conclusões sobre os relacionamentos e tomará algumas decisões quanto ao modo de agir e pensar.
Claro que essas mudanças não invalidam a possibilidade de um retorno feliz, mas é importante que ambos tenham consciência de que serão necessárias novas adaptações. Será como se fosse uma nova vida a dois, mas com um parceiro já conhecido. Será a construção de uma outra história de amor, que poderá até ser mais sólida e intensa que a anterior.
Essa consciência é fundamental para que, nessa segunda fase da relação, não existam falsas expectativas e cobranças do tipo “mas antes você fazia/não fazia isso” ou “nunca te vi agindo assim”.
Se os parceiros souberem entender isso, se estiverem dispostos a esquecer o “filme antigo” e a conhecer e amar a “nova mesma” pessoa, então tudo poderá dar muito certo.
E por falar em filme, sabe-se que quando se assiste a um pela segunda vez, quase sempre descobrimos nuances, qualidades, significados e mensagens não percebidos da primeira vez.
Por que isso não pode acontecer nas relações amorosas revisitadas?                        

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