Lições do Pequeno príncipe para casais

O livro O pequeno príncipe (Le Petit Prince) foi escrito em 1943 pelo escritor, ilustrador e piloto francês Antoine de Saint-Exupéry. Considerada por muitos como obra infanto-juvenil, na verdade ela contém inúmeras metáforas e simbolismos de grande valor para a reflexão e o amadurecimento emocional e afetivo dos adultos. Sucesso até hoje, é considerado um clássico e está há várias semanas em primeiro lugar na lista dos livros mais vendidos no Brasil. Ele contém frases que se tornaram famosas através dos tempos e que devem ser apreciadas pelos casais. Uma delas diz:
– “Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”
O amor verdadeiro não acontecerá entre duas pessoas se primeiro elas não se sentirem cativadas uma pela outra. E cativar, segundo o Pequeno Príncipe, é tornar aquela pessoa única no seu coração. Há muitos milhões de homens e mulheres no mundo, mas apenas um (ou uma) deles ocupará seus pensamentos e sentimentos. Se isso é conseguido, essas duas pessoas se apaixonam e é criado um compromisso emocional recíproco de proteção e continuidade desse envolvimento. A menos que se trate de algo supérfluo e casual, será preciso que cada parceiro zele pela manutenção sustentável daquele amor.
Outra mensagem valiosa: num momento em que as pessoas cultuam obsessivamente o corpo, colocando em primeiro lugar dietas, cirurgias plásticas, exercícios e implantes, o Pequeno Príncipe nos lembra da importância de olharmos prioritariamente para a essência das criaturas, para a beleza interior de cada uma delas:
– “O essencial é invisível para os olhos: só se vê bem com o coração.”
Estas são algumas lições desse sensível personagem, que, além do livro, pode ser visto também no filme em cartaz.
O leitor poderá perguntar: E assim, seguindo essas mensagens, o casal será feliz para sempre? Claro que não: na vida a dois, ao longo do tempo, costumam ocorrer muitas mudanças que poderão desfazer a relação. Isso o Pequeno Príncipe também prevê quando nos diz:
“Todos corremos o risco de sofrer um pouquinho quando nos deixamos cativar.”
Mas quem tem a chama do romantismo dentro de si jamais deixará de correr esse risco, concorda?

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