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“P” de parceiro ou de pai?

Uma das várias fatias da relação amorosa consiste em um parceiro “tomar conta” do outro. Quem ama, cuida, não é o que dizem?
No entanto, é importante ter em mente que esse papel de cuidar do outro em nada se assemelha àquele de um pai em relação ao filho.
Parece óbvia essa observação, mas a vida real mostra que ela faz sentido. A Psicologia destaca muito bem uma disfunção afetiva chamada de simbiose, na qual um parceiro se aproxima do outro, desde o início, para exercer uma inconsciente decisão de “salvá-lo” através de uma atitude de proteção que em grande parte se parece muito com a paterna. E é aqui que a coisa pega.
Esse processo disfuncional não ocorreria se a outra parte, assumindo-se frágil e desprotegida,  também não buscasse essa complementação descabida numa relação amorosa.
Inclusive, há casais que sintomaticamente se tratam de “papai” e “mamãe” mesmo nas horas mais íntimas... Não estou afirmando que isso denuncia a presença da uma simbiose, mas convenhamos que há outros adjetivos bem mais carinhosos e adequados para serem usados por um casal.
Certamente que, em nome do amor, todo parceiro deve estar predisposto a conceder ao outro sua proteção quando ela se fizer necessária, mas essa atitude não deveria se tornar uma constante nem uma característica da relação.
Uma das consequências indesejáveis dessa simbiose é não permitir que nenhum dos parceiros cresça, principalmente o “protegido”. Essa dependência faz com que esse parceiro não tenha autonomia, iniciativa e capacidade de decidir sozinho, nem mesmo em certas coisas que são de sua exclusiva competência.
Em minhas palestras, costumo lembrar que o casal simbiótico parece formado por dois parceiros com apenas 50% de maturidade emocional própria. A outra metade é preenchida pela carência do outro.E assim ambos se complementam de maneira torta. Penso que  o desejável seria que ambos já tivessem atingido os 100% cada um.
O amor deve ter uma carga de juventude indispensável para que sejam mantidas a fantasia, a emoção, a alegria e a energia da relação. Mas na sua essência, o amor é uma coisa séria que requer responsabilidade, comprometimento  e lucidez. Por isso, é importante que cada parceiro saiba o que está fazendo com a sua vida amorosa e, claro, também com a vida da pessoa a quem ama.
 

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