Não faça da crise outra crise

Que o Brasil está passando por uma séria crise econômica – entre várias outras – não é novidade para ninguém. Também não é novidade que essa crise afeta diretamente o bolso do casal e, por extensão, seu padrão e, principalmente, sua qualidade de vida.
Antes da crise, era comum almoçar e jantar fora, viajar nas férias e nos feriados prolongados, ir ao cinema, ao teatro e a shows com frequência, renovar o guarda-roupa, comprar novidades eletrônicas, presentear amigos e parentes nos aniversários, coisas do gênero. Ir ao supermercado não gerava maiores preocupações além da escolha dos melhores produtos.
De repente, tudo mudou. A inflação e o desemprego comandam as novas restrições. Todo mundo está tendo de apertar o cinto, e não há perspectivas a curto prazo de que vai poder desapertá-lo.
É difícil impedir que esta nova situação invada a intimidade do casal. Fazer contas e comparar preços tomou o lugar das palavras cruzadas. Agora saindo menos, é preciso que o casal descubra novas e interessantes formas de ficar junto, sem que seja na base do silêncio e das caras de preocupação. Isso quando não surge uma discussão porque um parceiro acha que o outro está gastando com supérfluos e, assim, não está colaborando com a política de redução ou contenção de despesas. De resto, lembremos que o que é supérfluo para um, pode não ser para o outro.
Enfim, é neste momento que o amor deve se fazer presente e blindar a harmonia do casal.
Todas as pessoas e famílias – assim como todos os países e empresas – passam por fases difíceis. Novo jeito de viver e trabalhar são dois ingredientes fundamentais para que essas crises sejam superadas, como muitas já foram.
É isso que o casal deve fazer diante dessa terrível confusão econômica que assola o país: administrar o novo tempo e descobrir, em conjunto, novas prioridades, novos procedimentos, hábitos e passatempos que substituam o que outrora era feito.
Reconhecer que os tempos são outros e que é preciso encontrar soluções criativas para não permitir que eles se transformem em motivos de brigas e desencontros, são pontos decisivos para a continuidade da paz e do amor entre os parceiros.
A situação mostra um outro lado: o casal terá mais tempo junto, terá mais espaço para o diálogo, para a intimidade e para a diversão caseira e mais simples. Se houver amor, isso será uma tarefa possível de ser cumprida sem maiores sacrifícios.
A vida lá fora já está muito complicada. Não permita que fique também dentro de sua casa.

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