O Parque Burle Marx está ameaçado

O bairro do Morumbi pode perder uma grande área verde.

Parque Burle Marx

Pensando na importância dessas árvores não só para o Morumbi, mas para todos que vivem em São Paulo, cedo o espaço da minha coluna neste mês para o advogado criminalista Roberto Delmanto Junior.

“Em agosto, moradores começarão uma campanha, com mais de 500 cartazes e 10.000 panfletos, em defesa das 5.500 árvores, da fauna e de cursos d’água na frente e no meio do Parque Burle Marx, que são Áreas de Preservação Permanente – APPs, segundo o geólogo Sérgio Kleinfelder Rodriguez e o botânico Ricardo Cardim.

Temos o apoio de importantes entidades: Fundação SOS Mata Atlântica, Movimento Preserva São Paulo, Movimento Defenda São Paulo, Associação Cultural e de Cidadania do Panamby, Associação Morumbi Melhor, Associação Moradores do Panamby, Associação Amigos do Jardim Morumbi, Sociedade Amigos da Cidade Jardim, Associação de Amigos e Moradores do Alto da Lapa e do Jardim das Bandeiras e Sociedade dos Amigos e Moradores do Bairro Cerqueira César.
São duas áreas do Fundo Imobiliário Panamby que serão devastadas: a do brejo – ao lado e na frente do aterro do estacionamento do Parque (Cyrela) – e o da floresta, na subida da Av. Dona Helena Pereira de Morais (Camargo Corrêa).
O fato é que o parque será transformado no quintal de prédios corporativos da Cyrela, com mais de vinte andares, lojas e milhares de pessoas. Até futuros helipontos não foram descartados na apresentação feita ao Conselho Gestor. Será também o quintal dos novos prédios da Camargo Corrêa no meio daquela floresta que irá desaparecer. O Burle Marx é o único parque no mundo dividido ao meio por áreas privadas!
Imaginem o trânsito e a poluição que isso tudo trará, além do mega Parque Global a mil metros dali. Ninguém aguenta mais tanto concreto!
O Parque Burle Marx que conhecemos hoje, onde todos acreditam que o verde ao seu redor o integra, já que não há muros, encontra-se “encurralado”. O “efeito borda” será fulminante. Afinal:
1) A destruição da mata atlântica ao seu redor e as construções irão impactar na sua fauna e flora;
2) O ar que os usuários respiram ficará quente e seco;
3) Como todo prédio faz sombra, a praça central não mais terá o mesmo sol de manhã; os milhares de funcionários dos escritórios e do hotel irão transformá-la em uma praça de um centro empresarial;
4) Os pássaros migratórios que vêm da represa encontrarão nos prédios uma barreira de concreto; não mais se ouvirá o seu canto;
5) Espécies já raras em São Paulo que para lá fugiram irão desaparecer. Será o fim para capivaras, micos, gambás, lagartos, borboletas, cigarras, pica-paus, mergulhões, garças, marrecas caneleiras, moluscos etc.
O movimento está forte, mencionado pela TV Globo e pelos jornais O Estado de São Paulo e Folha de São Paulo.
Já são mais de 15.000 pessoas que, indignadas, assinaram a petição conosco no site Avaaz para que o Prefeito Haddad desaproprie as áreas que devem também ser tombadas, integrando-as ao Parque mediante ressarcimento aos investidores do Fundo Imobiliário Panamby e das construtoras.
O interesse público é manifesto! São terrenos ainda privados cuja magnitude e localização de suas mais de 5.500 árvores, com riquíssima e única biodiversidade. É fundamental não só para o Parque Burle Marx, mas para o futuro de toda a população.
Precisamos do oxigênio, do controle climático e da umidade que essas milhares de árvores nos propiciam; precisamos respeitar as  APPs; precisamos proteger esse importante patrimônio histórico e cultural de São Paulo, com a última várzea do Rio Pinheiros e com árvores e espécimes animais raros. Um verdadeiro museu vivo.
E acima de tudo, é questão de sobrevivência para os nossos filhos e netos!
Para conhecer mais, visite no Facebook o SOS Panamby.  Conheça mais em:
 www.facebook.com/sospanamby”       
 
 Roberto Delmanto Junior

 

“Em agosto, moradores começarão uma campanha, com mais de 500 cartazes e 10.000 panfletos, em defesa das 5.500 árvores, da fauna e de cursos d’água na frente e no meio do Parque Burle Marx, que são Áreas de Preservação Permanente – APPs, segundo o geólogo Sérgio Kleinfelder Rodriguez e o botânico Ricardo Cardim.
Temos o apoio de importantes entidades: Fundação SOS Mata Atlântica, Movimento Preserva São Paulo, Movimento Defenda São Paulo, Associação Cultural e de Cidadania do Panamby, Associação Morumbi Melhor, Associação Moradores do Panamby, Associação Amigos do Jardim Morumbi, Sociedade Amigos da Cidade Jardim, Associação de Amigos e Moradores do Alto da Lapa e do Jardim das Bandeiras e Sociedade dos Amigos e Moradores do Bairro Cerqueira César.
São duas áreas do Fundo Imobiliário Panamby que serão devastadas: a do brejo – ao lado e na frente do aterro do estacionamento do Parque (Cyrela) – e o da floresta, na subida da Av. Dona Helena Pereira de Morais (Camargo Corrêa).
O fato é que o parque será transformado no quintal de prédios corporativos da Cyrela, com mais de vinte andares, lojas e milhares de pessoas. Até futuros helipontos não foram descartados na apresentação feita ao Conselho Gestor. Será também o quintal dos novos prédios da Camargo Corrêa no meio daquela floresta que irá desaparecer. O Burle Marx é o único parque no mundo dividido ao meio por áreas privadas!
Imaginem o trânsito e a poluição que isso tudo trará, além do mega Parque Global a mil metros dali. Ninguém aguenta mais tanto concreto!
O Parque Burle Marx que conhecemos hoje, onde todos acreditam que o verde ao seu redor o integra, já que não há muros, encontra-se “encurralado”. O “efeito borda” será fulminante. Afinal:
1) A destruição da mata atlântica ao seu redor e as construções irão impactar na sua fauna e flora;
2) O ar que os usuários respiram ficará quente e seco;
3) Como todo prédio faz sombra, a praça central não mais terá o mesmo sol de manhã; os milhares de funcionários dos escritórios e do hotel irão transformá-la em uma praça de um centro empresarial;
4) Os pássaros migratórios que vêm da represa encontrarão nos prédios uma barreira de concreto; não mais se ouvirá o seu canto;
5) Espécies já raras em São Paulo que para lá fugiram irão desaparecer. Será o fim para capivaras, micos, gambás, lagartos, borboletas, cigarras, pica-paus, mergulhões, garças, marrecas caneleiras, moluscos etc.
O movimento está forte, mencionado pela TV Globo e pelos jornais O Estado de São Paulo e Folha de São Paulo.
Já são mais de 15.000 pessoas que, indignadas, assinaram a petição conosco no site Avaaz para que o Prefeito Haddad desaproprie as áreas que devem também ser tombadas, integrando-as ao Parque mediante ressarcimento aos investidores do Fundo Imobiliário Panamby e das construtoras.
O interesse público é manifesto! São terrenos ainda privados cuja magnitude e localização de suas mais de 5.500 árvores, com riquíssima e única biodiversidade. É fundamental não só para o Parque Burle Marx, mas para o futuro de toda a população.
Precisamos do oxigênio, do controle climático e da umidade que essas milhares de árvores nos propiciam; precisamos respeitar as  APPs; precisamos proteger esse importante patrimônio histórico e cultural de São Paulo, com a última várzea do Rio Pinheiros e com árvores e espécimes animais raros. Um verdadeiro museu vivo.
E acima de tudo, é questão de sobrevivência para os nossos filhos e netos!
Para conhecer mais, visite no Facebook o SOS Panamby.  
Conheça mais em: www.facebook.com/sospanamby

Comentários (0)

500 caracteres restantes

Cancel or

REVISTA DOLCE

Edições anteriores

Veja as edições anteriores da revista Dolce Morumbi

Últimas Lidas Sobre Cidadão do Morumbi