soluções para redução da criminalidade no Morumbi

Reunião entre a Associação Panamby e Secretaria de Segurança Pública discute soluções para redução da criminalidade no Morumbi.
Em reunião realizada no dia 27 de outubro, membros da Associação Panamby, do grupo Moradores do Morumbi e do RCS-Morumbi entregaram ao secretário de segurança pública de São Paulo, Alexandre de Moraes, um ofício mostrando problemas do bairro. Foram feitos questionamentos e solicitadas providências em relação à situação da violência no bairro do Morumbi.

Também foi apresentado um decreto mostrando que seria possível implementar um plano de trabalho que culminaria na implantação definitiva de uma parceria da Associação Panamby (e futuramente todas as Associações que quisessem firmariam convênio também) com a Secretaria de Segurança Pública. Seria o primeiro Convênio que uma ONG faria com a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo, e o Morumbi seria o bairro do primeiro PROJETO PILOTO DE SEGURANÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO.
Foram apresentados detalhadamente o projeto da RCS e os números alcançados pela rede enquanto ela esteve em funcionamento e foi solicitado que a Secretaria de Segurança mostrasse o que seria possível fazermos juntos, dentro do apresentado.
Após ouvir todos os presentes o  secretário discorreu que, de fato, a criminalidade está cada vez maior e mais violenta em razão da queda no controle das fronteiras, mas que os números de crimes notificados vêm diminuindo. Esses crimes vêm sofrendo quedas, embora ainda não sejam os números ideais. Segundo o relato do senhor secretário, nos últimos nove meses, houve queda nos registros, tanto da 89ª DP quanto da 34ª DP:
Roubos de carro: 27% a menos na 89ª DP;
Homicídio: 50% de redução na 34ª DP e 40% de redução na 89ª DP;
Latrocínio: Um registro na 34ª DP e na 89ª DP uma queda de 13 para 2.
Falou que a questão da violência é complexa e que, muitas vezes, não há compasso entre os diversos órgãos competentes, o que atrapalha algumas ações que requerem agilidade. Além disso, para ele, há problemas relacionados à nossa legislação, que faz com que determinados tipos de crime acabem “compensando”, pois as penas são baixas e em pouco tempo os criminosos estão soltos novamente.
Em relação ao projeto da RCS, o secretário elogiou e disse que percebe como algo perfeitamente plausível. Poderemos usar as câmeras já instaladas para filmagens  e fazer uma união das câmeras e pontos escolhidos com o Detecta.
Conforme combinado com o secretário, foi encaminhado o mapeamento das câmeras existentes, para que ele fosse analisado pela equipe técnica responsável pelo Detecta. Após essa primeira análise, uma nova reunião com especialistas da área já foi feita, e outra será agendada para reavaliação da questão e outras análises, com a questão das especificações das câmeras existentes. Assim, se saberia se é possível utilizar essas câmeras para realizar um piloto do Detecta no Morumbi.
O Sr. Marcelo Byrro se comprometeu a fornecer a base de dados da RCS para, com a Polícia Militar, analisarem se existem câmeras em locais estratégicos que possam ser aproveitadas. O secretário complementou que ficaria para uma segunda etapa, sem perspectiva temporal, a ampliação da forma de comunicação. Reforçando sempre que, neste momento, é inviável a utilização do Skype.
Em relação aos outros questionamentos presentes no ofício, o senhor secretário informou que depois do carnaval vai dobrar a quantidade de Rocam; que já foi autorizada a compra das motos e dos EPIs; em algumas regiões já estão sendo implantadas mais bases móveis; informou sobre a  formação de mais de 3 mil policiais militares e, a partir de março, mais 3 mil policiais estarão nas ruas de São Paulo e que depois de muito tempo sem concurso, a Polícia Civil fará concurso para delegados, escrivães, peritos e médicos legistas. Comunicou que está planejado o aumento nas rondas periódicas e a implantação da base de Paraisópolis.
Quanto à implantação de uma base na Avenida Hebe Camargo, segundo o secretário, é necessário esperar o final da obra para que se possa avaliar a possibilidade.
Estamos fazendo a nossa parte e, se Deus quiser, conseguiremos minimizar essa insegurança que nos consome diariamente.

 

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