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Mães da atualidade

Cada vez mais as mulheres procuram conciliar a carreira com a maternidade. Por isso, conversamos com duas mães que tiveram sucesso ao adaptarem a rotina profissional às funções de mãe.  


 


Danielle Gegers

Mães da atualidade


Formada em psicologia e com MBA em gestão de empresas, a empresária Danielle Gegers, 35 anos, não queria mais perder consultas médicas e, como ela mesma diz, “terceirizar sua função de mãe” dos dois filhos, Mateus de 6 anos e Pedro de 3. Mas, como fazer isso sem abandonar a profissão e sem se anular como mulher? Foi tentando conciliar todos os seus papeis na vida que Danielle abriu seu próprio negócio. “Comecei a pensar em algo que eu pudesse ter controle dos meus horários e tinha que ser algo infantil para que eles pudessem ficar comigo.” E acabou montando uma loja de calçados para crianças e, é claro, disponibilizou um espaço com brinquedos para que seus filhos pudessem estar ao seu lado durante o horário de trabalho. “Participo de tudo, levo e busco na escola, assisto ao futebol e às aulas de natação. Posso levar ao médico e qualquer emergência corro para acudir. Isso não tem preço!”, comemora a supermãe.
 
 
Dolce – Quando você sentiu que a maternidade mudaria tanto a sua vida?
Danielle – Meu foco era a carreira, pensava muito em crescer e assumir grandes posições, e mesmo grávida continuava a pensar assim. Mas ao pegar o meu bebê no colo, nunca mais quis desgrudar! Queria fazer parte de tudo na vida dele, queria estar com ele em todos os momentos, fossem eles importantes ou superficiais. E ali soube que o sonho de crescer e de me tornar uma executiva não seria mais possível. Escolhi ser mãe!
 
Meu foco era a carreira. Só pensava em crescer e assumir grandes posições. Mesmo grávida pensava assim, mas ao pegar meu bebê no colo, nunca mais quis desgrudar.”
 
Dolce – Você se arrepende de alguma escolha feita pela maternidade?
Danielle – Não me arrependo de nada! Acho que a trajetória que percorri foi perfeita, tive a oportunidade de desenvolvimento profissional e de superar desafios nas empresas onde trabalhei. 
 
Dolce – Você tem dois filhos, Mateus e Pedro. Ser mãe de dois muda as prioridades da profissional?
Danielle – Cada filho é uma experiência nova e única, assim como o amor. Eles têm muitas semelhanças e diferenças gritantes também. A experiência do primeiro filho agregou para o segundo, mas a arte de educar continua a ser um desafio com os dois. E poder estar perto deles o tempo todo ajudou muito.
 
Dolce – Profissional e mãe....é possível?
Danielle – Não posso dizer que é impossível, seria injusto com muitas mães que trabalham fora e se desdobram pra serem mães presentes, mas eu diria que é quase impossível! Esses dias mesmo eu me perguntava como conseguia conciliar o trabalho fora e as crianças já que hoje eu não paro um minuto. E aí conclui que terceirizava muita coisa, perdia outras, me conformava com situações que não estavam da forma como gostaria.        

 
 

Sandy Gamez

Mães da atualidade

Formada em nutrição, hoje a maior dificuldade de Sandy Pereira Gamez, de 41 anos, é tentar fazer com que a filha Elisa, de 4 anos, se alimente bem. “A minha maior frustração é saber o que podemos comer e o que devemos evitar e não conseguir introduzir isso na alimentação da minha filha,” lamenta. Ela precisou deixar de lado a rotina de hospitais e consultórios para se dedicar à filha. Proprietária da Torteirando, as técnicas da nutricionista foram somadas às técnicas da mãe, que sempre precisou inventar pratos novos com o intuito de chamar a atenção da filha para os ingredientes saudáveis”. A produção na cozinha de Sandy é interminável. “Às vezes passo o dia fazendo torta e quando meu marido chega em casa nem lembrei de fazer o jantar. Por isso minhas tortas são sempre refeições completas em nutrientes e com ingredientes variados, conta. Já que a profissional não tinha tempo de sair para que a dona de casa entrasse, Sandy juntou tudo numa função só. “Faço as tortas com ingredientes saudáveis como legumes e verduras, com massas de farinha integral e recheios que não sejam só gostosos, mas importantes para a alimentação balanceada da minha família”.
 
Dolce – Quais a vantagens de ter montado a sua própria empresa e poder trabalhar em casa?
Sandy – Consigo organizar melhor minha rotina de trabalho e tenho tempo para cuidar da Elisa. Participo bastante da vida dela e aproveito para trabalhar nos horários em que ela tem atividades na escola e inglês.
 
Dolce – Você se sente realizada profissionalmente?
Sandy – Sim, porque a produção de alimentos exige controle higiênico sanitário rigoroso através de Boas Práticas na Manipulação, visando segurança dos alimentos e qualidade. Além disso, a combinação dos ingredientes, criatividade, sabor, aspectos sensoriais e visuais dos produtos são considerados e avaliados continuamente, resultando em produtos diferenciados que atraem os clientes. 
 
Dolce – Você precisou abrir mão de algo pela maternidade?
Sandy – Não. Minhas escolhas foram feitas no tempo certo. Aprendi a conciliar e distribuir as tarefas do meu trabalho com a rotina da minha filha, sendo íntegra no momento em que estou em cada função, mãe e profissional. E outra questão importante e que completa este ciclo é ser mulher, se gostar e dar atenção aos detalhes da vida, sendo mais feliz. Que bom que consegui!   
 
melhor forma que eu achei para trabalhar sem deixar de lado minha profissão foi conciliar meu lado nutricionista com meu lado supermãe.”


 

CURIOSIDADES

         
+ Mães têm salário 27%  menor que as colegas sem filhos no Brasil
+ Apenas 25% das norte-americanas voltam ao trabalho após a maternidade
+68% das brasileiras, sem filhos, acreditam que a maternidade não atrapalha a carreira
+ A mulher brasileira é a mais empreendedora do mundo 
+56% das mulheres levaram em conta a carreira quando decidiram engravidar
+72% das mães se sentem culpadas por trabalhar fora.

 

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