Erro
  • There was a problem loading image Tarja_00_ Floriano Serra_.jpg
  • There was a problem loading image Tarja_00_ Floriano Serra_.jpg

Perfil

Nádia Bacchi, a supermãe!

Dolce conversou com supermães, que assim como muitas, se desdobram em mil para dar conta de todas as funções.


Mães da atualidade

 

Nádia Bacchi conta que seu único arrependimento foi não ter tido mais filhos, mas que supre essa vontade cuidando de todas as crianças beneficiadas pelo trabalho da ONG Florescer.


Amor, união, amizade e parceria. Essas palavras definem a relação de mãe e filha que caminham sempre juntas. Para Karina Bacchi a mãe é guerreira e sensível. Nádia Bacchi se orgulha da filha por ela ser responsável e muito profissional. Combinação perfeita!

 

Com a carreira que começou aos quatro anos de idade, Karina Bacchi, 37 anos, já desfilou, fotografou, foi apresentadora e ganhou R$1 milhão em um reality show. Nádia Bacchi, 66 anos, é bióloga e deu aula por 12 anos, além de conduzir uma confecção de roupas por mais 11. Cada uma com sua profissão, com caminhos, a princípio, diferentes. Mas, com a amizade e o amor dessa família, mãe e filha não poderiam seguir rumos distintos. À frente de uma ONG, a praticidade de uma, a emoção da outra e a sensibilidade de ambas faz com que 230 crianças carentes do Paraisópolis se sintam parte de uma só família. “Minha mãe é a grande mãe das crianças da Florescer eu sou uma irmã, uma grande amiga”, comenta Karina.

 

Mães da atualidade

Sempre disposta a enxergar e celebrar o melhor da vida, Nádia criou os dois filhos, Karina e Alexandre, e também conheceu a maior dor de uma mãe que foi a perda do filho mais novo, antes dele completar 30 anos. “Passamos por momentos de muita tristeza e vazio, mas a fé e nossa união familiar nos deram suporte para cicatrizar a ferida”, relembra Karina. 
 
Nós somos boas em superar as dificuldades que se apresentam em nossas vidas. Somos guerreiras e não nos permitimos esmorecer”, se orgulha Nádia.
 
 
Mãezona, Nádia jamais abriu mão de estar ao lado dos filhos, e comemorar o Dia das Mães ao lado de Karina, que não é apenas uma filha, mas uma amiga e uma companheira, é sempre uma festa. “Não tenho nenhum arrependimento na vida. Talvez, se eu pudesse dizer apenas um, seria o de não ter tido mais filhos. Mas, me sinto responsável pelas crianças da ONG e assim acabo suprindo essa minha falta”. Quando a questão são os defeitos das duas, Karina devolve a pergunta tentando procurar uma resposta: “Defeito?”. E logo destaca: “Talvez confiar demais nas pessoas e colocar o coração em primeiro lugar sempre, até naquelas horas em que deveria ser mais racional e prática, seja um defeito”.  
 
Dolce – Como você descreve a Karina?
Nádia – Ela é uma menina responsável, sensível, muito profissional, dedicada, carinhosa. Tem um grande apego à família. Difícil é ver defeito em minha filha. Talvez possa dizer que às vezes é ansiosa, mas isso não chega a ser um defeito, pois não atrapalha em nada.
 
Dolce – No que sua filha é mais parecida com você? E no que vocês são completamente diferentes?
Nádia – O que mais nos parecemos é na forma de superar as dificuldades que se apresentam em nossas vidas. Somos guerreiras e não nos permitimos esmorecer. Mas, eu ajo sempre com o coração e a Karina coloca sempre a razão à frente.
 
Dolce – Como foi o início da carreira de modelo da Karina, que começou bem cedo?
Nádia – Desde cedo ela demonstrou jeito e vontade de dançar, cantar, representar. Sempre muito alegre não teve como não incentivarmos.
Karina – Eu sempre tive vocação pra isso! Desde pequena adorava fazer poses pra fotos e brincar de desfilar com minhas amigas. Passei a receber diversos convites pra começar na carreira de modelo. Minha mãe me incentivou e meu pai me deu recursos pra seguir em frente. O apoio da minha família sempre foi meu aliado.      
 
Mães da atualidade
Dolce – Teve medo de ser um caminho sem volta, e a carreira de modelo atrapalhar a infância dela?
Nadia – Nunca tive medo, pois havia tempo para tudo. Meus filhos tiveram uma infância bem ativa e feliz e com condições para que vivessem de tudo um pouco. Participavam de brincadeiras, eventos e concursos. Tudo que pudesse acrescentar positivamente à vida deles. Ser mãe para mim é viver muitas vidas em uma só.
 
Dolce – Como era sua vida profissional durante a infância de seus filhos? 
Nadia – Sou formada em Biologia, lecionei por 12 anos e por mais 11 anos tive uma confecção. Meus filhos sempre participaram de tudo que realizei como professora, empresária, presidente da ONG Florescer e como cidadã. Foi muito bom poder proporcionar essa vivência com meus filhos. 
 
Dolce – Cuidar de uma instituição voltada para crianças carentes te faz sentir supermãe?
Nadia – Essa oportunidade foi um presente de Deus, uma bênção em minha vida. Sinto-me responsável pela formação dessas crianças e procuro colocar amor em tudo que faço. Para mim é uma missão e a Karina me completa nessa caminhada. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Minha mãe tem um positivismo que me inspira, além de sua educação, consciência humanitária e sua feminilidade. Ela é uma grande mulher.” 
Karina Bacchi
 
Dolce – Qual a maior qualidade que você herdou da sua mãe?
Karina – Ela me ensinou o significado de filantropia e me mostrou a importância de ajudar ao próximo e ser gentil com todos ao meu redor.
 
Dolce – Qual sua sensação ao doar seu prêmio de R$ 1 milhão, de sua participação num reality show, para a ONG Florescer?
Karina – Manter uma ONG funcionando há mais de 20 anos não é fácil. A Florescer, assim como muitas outras, também já passou por várias dificuldades.  O prêmio veio em uma hora dessas em que era necessário um novo fôlego pra respirar com mais tranquilidade e seguir em frente. Minha mãe é a grande mãe dessas crianças, e ela mereceu esse presente.
 
Dolce – Você pretende ter filhos? Adotaria uma criança?
Karina – Já tive momentos em que desejei ser mãe, mas hoje a vontade está adormecida e já não sinto essa urgência. Nada impede que esse desejo volte um dia e se isso acontecer vou querer gerar meu filho e curtir todas as etapas da gravidez.
 
Dolce – Como foi segurar a barra com sua mãe com a morte precoce do seu irmão?
Karina – Uma perda familiar tão próxima torna a dor inevitável. Passamos por momentos de muita tristeza e vazio, mas nossa fé e nossa união familiar foram importantes. Este amor que nos une nos deu suporte e foi cicatrizando a ferida pouco a pouco. A saudade é imensa, mas precisamos seguir em frente, porque a vida ainda tem muita beleza a nos oferecer e devemos estar atentos para reconhecer com olhos de gratidão.   
 
 
Leia aqui a matéria completa.
 

Comentários (0)

500 caracteres restantes

Cancel or

Veja também

REVISTA DOLCE

Edições anteriores

Veja as edições anteriores da revista Dolce Morumbi