Estrutura

Palácio dos Bandeirantes

Patrimônio do povo, o Palácio dos Bandeirantes, além de sediar o Executivo do governo paulista, abriga as galerias de artes mais heterogêneas da cidade, rodeadas por exemplares riquíssimos da nossa flora. Tudo aberto à visitação pública.

Quem passa pela Avenida Morumbi percebe a exuberância da região, considerada um oásis na cidade. O cenário, de paisagismo requintado e mansões luxuosas, abriga uma construção que se sobressai e imprime o toque definitivo de nobreza ao Bairro: o Palácio dos Bandeirantes, sede do governo do Estado e um dos mais charmosos cartões-postais de São Paulo. Ali, há uma opção de passeio quase desconhecida, porém repleta de informações culturais, um acervo respeitável de obras de arte e jardins –jardins maravilhosos - nos quais germinam de rosas a frutas,protegidas por árvores imponentes. Construído pelo Conde Francisco Matarazzo Júnior, a partir de 1954, o prédio de três andares, um intermediário e um sub-solo, e área de 25 mil metros quadrados, só passou a ser propriedade do Estado em 1964, por conta de um acerto de dívidas fiscais. Mas o projeto original,de linhas baseadas na arquitetura italiana dos anos 40, tinha outro destino. "O prédio foi projetado para abrigar a fundação Conde Francesco Matarazzo, uma escola de ensino superior nos moldes da Università Commercialle Luigi Boccone, de Milão", explica Walter Siqueira Lazzarini, curador do acervo dos Palácio dos Bandeirantes, do Horto Florestal e da Boa Vista(em Campos do Jordão). Riqueza e história Na construção do Palácio dos Bandeirantes, cada tijolo recebeu atenção especial. O projeto original não só previa materiais de primeira, como seguia normas rígidas de iluminação e ventilação. Se não deu certo como faculdade, como sede do governo paulista correspondeu às mais exigentes expectativas. Oficializado em 30 de março de 1970, na gestão de Laudo Natel, passou por algumas adaptações para poder atender aos novos hóspedes. A mais drástica ficou por conta da instalação de uma ala residencial, no último andar. A certeza de que tais instalações seriam dignas de receber as famílias dos governantes não poderia ter sido mais aristocrática: em 1969, ninguém menos do que a rainha Elizabeth II, da lnglaterra, se hospedou lá. Depois dessa prova de fogo, nada mais poderia tirar o sono do Cerimonial do Palácio. Obras de arte e rosas.
 

Nos ambientes arejados e espaçosos, ficam expostas obras de arte.Divididas em galerias, pequenas coleções contam parte da história artística e cultural do Brasil. Telas e esculturas se misturam a recortes de paisagens brasileiras, porcelanas e pratarias. Nos corredores, obras como o 50 Anos do Holocausto, de Gerson Knispel, e outras de Livio Abramo, Tarsila do Amaral e Johann Moritz Rugendas. No Salão dos Despachos,mais telas como Aclamação de Pereira Bueno, de Oscar Pereira da Silva, Libertação dos Escravos, de Pedro Américo Figueiredo e Mello, o tríptico Périplo Máximo de Antonio Raposo Tavares, de Theodoro José da Silva Braga e o brasão de armas do Estado - cuja autoria extra-oficial é atribuida a John Grafz -, feito em bronze esmaltado a fogo por Luiz Morrone. Espalhados pelo prédio,oito arcazes (grandes arcas com gavetões, onde se guardavam vestes e objetos sagrados da Igreja Católica), a maioria deles de jacarandá maciço.
 

Até a leve austeridade do prédio se dobra diante daquela paisagem. São aproximadamente 30 qualidades de roseiras, nas cores lilás, amarela, champanhe, rosa, bordô e branca. Em volta do prédio, cerca de 2,5 mil árvores, a maioria original do terreno, se misturam aos arbustos. Tem paus-brasis, ipês-amarelos, roxos e rosas, paus-ferro _ com seu singular tronco bicolor, sibipirunas, aroeiras, flamboaiãs, manacás-da-serra (quaresmeiras), cássias, jequitibás, cedros, coqueiros e palmeiras imperiais, além de uma peque- na floresta original, nos fundos do palácio, onde se encontram as tipuanas mais antigas da região. Passeando um pouco mais, pode-se encontrar uma pitangueira carregada, ou ser brindado com outras frutas como cereja, castanha, jambo, guabiroba, orvalho, caqui, abacate, mexerica, limão, caju...

 

Visitas: Av. Morumbi, 4.500
Tel : 2193-8000
De terça-feira a domingo das 10 às 17 hs (de hora em hora)
Entrada gratuita

 

 

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