História

Casa do Sertanista

Construída na época das expedições bandeirantes, a Casa do Sertanista representa o modo de vida do sertão brasileiro do período Colonial e abriga a Cultura Popular Brasileira
Desbravar os campos virgens do Brasil Colonial não foi tarefa fácil, mas a ambição pelas riquezas da terra se sobrepunha a todas as dificuldades da época. As andanças pelo sertão deixavam os homens rudes, mas nem por isso apagavam o sonho de possuir uma morada forte o bastante para mostrar poder e proteger seus familiares. Esses verdadeiros quartéis-generais foram espalhados pelas terras transformadas em extensas fazendas.
 

Até hoje, as últimas dessas construções que sobreviveram aos séculos retratam a realidade dos primórdios do povo brasileiro em que as conquistas eram através da força Exemplar típico das moradias erguidas pelos fazendeiros ricos do século 17, a Casa do Sertanista, também conhecida como a Casa do Caxingui, apresenta um inconfundível método de construção adotado pelos aventureiros que exploraram o interior do Brasil. A antiga moradia dos bandeirantes que habitaram a região onde surgiu o bairro do Morumbi é um dos poucos exemplares dos moldes arquitetônicos da época que permaneceu de pé. Hoje, a casa abriga o Museu de Folclore Rossini Tavares de Lima, que mantém um acervo relativo à cultura indígena e à cidade de São Paulo.   Casa do Sertanista é uma variação das casas térreas brasileiras com influência espanhola, mantendo características mais arcaicas. Em outras regiões, como no Rio de Janeiro e no Recôncavo Baiano, elas foram substituídas por moradias mais modernas, enquanto em São Paulo, mais pobre e isolado, sofreram poucas mudanças.   
 

ARQUITETURA

Tombada pelo patrimônio histórico, a Casa do Sertanista foi construída pelos bandeirantes e é uma das únicas edificações desse período que restaram na cidade de São Paulo. A construção possui paredes de taipa de pilão de quase 1 metro de largura, chão de terra batida e telhado coberto por “telhas de coxa” (telhas moldadas nas coxas de escravos ou oleiros). A organização dos cômodos é característica da época com uma sala central, quartos dispostos lateralmente à sua volta e uma varanda frontal limitada à esquerda por paredes, e à direita por um pequeno compartimento. Seu primeiro morador foi o padre Belchior de Pontes.

Os únicos registros de propriedade mostram que o imóvel pertenceu também a Joaquim e Fidência Beu. Após ser adquirida pela família Penteado, foi mais tarde vendida à Companhia City de Melhoramentos. Em 1958, foi doada à Prefeitura de São Paulo, que iniciou sua restauração em 1966. Após a conclusão das obras, em 1970, foi transformada na Casa do Sertanista.   
 

FOLCLORE

A Casa do Sertanista instala o Museu do Folclore Rossini Tavares de Lima. Fundado em 1947 e sediado anteriormente na OCA Parque do Ibirapuera conta com um acervo de peças coletadas e adquiridas em pesquisas de campo . O conjunto musicológico caracteriza a arte popular nacional: são instrumentos musicais, objetos de cerâmica figurativa e utilitária, utensílios domésticos, obras de artistas como Valdomiro de Deus, Tio Quicas, Ana Ruiva e Vitalino, além de uma biblioteca especializada com mais de 4.800 títulos.  

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