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Crianças Consumistas

Estamos na semana das crianças, por isso fomos saber como está o consumismo entre os pequenos. Pesquisas mostram que hoje no Brasil a classe que mais consome é a média, além disso, são jovens com idades entre 16 e 24 anos, deixando o país em oitavo lugar quando o assunto é consumismo. 

 

 

E vale lembrar que o consumo é considerado o termômetro da economia e quanto mais rica a população for mais poder de consumo ela tem. As multinacionais fazem de tudo para agradar os maiores consumidores e até contratam profissionais para estudar seus comportamentos, seus desejos e suas formas de comunicação.

Segundo a psicóloga Renata Yamasaki, os objetos de desejo dos jovens são roupas de marca, tênis importado, smartphones, tablets, computadores, viagens e encontrar um amor. Além disso, almejam entrar na faculdade, ter um emprego renomado, comprar uma casa e construir uma família. “Os pais devem ficar atentos, pois são eles quem mais contribuem para que seus filhos se tornem consumistas cada vez mais cedo, por volta dos seis anos”, alerta Renata. De acordo com a psicóloga, com essa idade os pequenos já possuem o “poder” dado pelos pais e assim conseguem convencê-los a comprarem o que querem. “É uma via de mão dupla que deve ser observada com muita cautela para que esse consumismo não fuja do controle”, explica. O empresário Ricardo Altafin tenta controlar a mania de “pedir” do enteado Lucca, de quatro anos. “Todo brinquedo que faz propaganda no canal infantil que ele assiste ele pede. Ele pergunta se é de bebê, se a resposta for negativa, na sequência vem o pedido: compra, por favor?”, conta Ricardo.

 

 

Renata Yamasaki destaca que os pais educam seus filhos para que tenham autonomia, crítica, opinião e poder de decisão, mas não percebem que, na maioria das vezes, esta forma de “consumir sem controle”, vem associada a uma sensação de culpa. “Alguns pais usam o presente como uma “troca” do carinho que eles não podem oferecer aos seus filhos por estarem ausentes, trabalhando demais, ou porque quando eram crianças não tiveram a oportunidade de comprar”, finaliza.

 
 

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