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Fazer o bem sem olhar a quem

Em todo mundo há cerca de oito bilhões de pessoas atualmente. E com tanta gente é natural que exista uma série de problemas sociais, econômicos, políticos e estruturais. 

Em tal realidade, não dá mais para esperar ações governamentais para mudar de forma rápida e eficaz esse contexto. Todos devemos tentar ajudar e compartilhar ideias, afinal vivemos em uma sociedade e nada melhor do que ensinar isso desde a infância. 
Os jovens que, via de regra, são muito voltados para suas satisfações imediatas aprendem nas escolas a realizar projetos sociais e descobrir outro universo que está além do seu círculo mais próximo. Além disso, descobrem que são capazes de fazer e não só receber. Fazer o bem sem olhar a quem é um exercício constante de doação e participação ao longo do tempo que irá transformá-los em indivíduos mais atentos ao outro, com outros olhos para o diferente, menos preconceituosos e, portanto, menos distantes. Conversamos com representantes de algumas escolas aqui da região para saber sobre os trabalhos que desenvolvem com alunos e a comunidade carente e trouxemos o resultado para vocês. Algumas escolas têm vários projetos, por isso destacamos apenas alguns deles.

Fazer o bem sem olhar a quem
 
Colégio
  Pentágono
 
O projeto Caminhando para o Futuro é resultado do trabalho e do empenho de alunos voluntários sob a orientação e supervisão de mães e da equipe pedagógica do colégio, desde 2003.. Todos os sábados eles reúnem-se na Unidade Morumbi para oferecer 180 crianças e adolescentes da comunidade do Jardim Rebouças oficinas educativas, culturais, recreativas e esportivas. Em 2008, com a introdução do Batukekê, passaram a proporcionar educação por meio da arte, música e dança para jovens de 13 e 14 anos da mesma comunidade. Nesse projeto os jovens aprendem e desenvolvem habilidades artísticas nos ensaios de percussão, tocando diferentes instrumentos.
 
 
Colégio
  Morumbi Sul
 
O Projeto de Ação Solidária existe há 16 anos e visa provocar a sensibilização da comunidade escolar para os problemas sociais da região e todos os alunos participam. As instituições são beneficiadas conforme cada etapa do projeto, mas a busca é sempre por entidades assistenciais voltadas ao atendimento de crianças carentes ou portadoras de doenças ou por associações de assistência a idosos.
 
 
 
Colégio
  Visconde de Porto Seguro
 
Desde 1966 o colégio mantém a Escola da Comunidade, que hoje beneficia 1.700 crianças e jovens de baixa renda da Vila Andrade. Os alunos da 2ª série do Ensino Médio do Panamby atuam como monitores de aprendizagem de colegas do Ensino Fundamental nas aulas de artes, educação física e em projetos envolvendo tecnologia. O projeto filantrópico dos alunos do Morumbi (para 1ª e 2ª série Ensino Médio) é realizado no Hospital Infantil Darcy Vargas, para onde as crianças vão uma vez por mês brincar com os pacientes internados.
www.portoseguro.org.br
 
 
 
Colégio
  Miguel de Cervantes
 
O Projeto Cervantes Solidário, inaugurado em 2009, faz parte do Plano de Ação Social da Associação Colégio Espanhol de São Paulo, entidade mantenedora do Colégio Miguel de Cervantes que visa transcender a experiência educacional e promover ações educacionais, culturais, esportivas e recreativas. Há o Projeto TOCA com atividades recreativas e musicais às crianças internadas no Hospital Darcy Vargas e ainda há oficinas de instrumentos musicais para as crianças com Síndrome de Down.
www.cmc.com.br
 
 
 
Colégio
  Santo Américo

Ligados ao Mosteiro São Geraldo, que tem sete núcleos assistenciais, facilita o trabalho dos alunos, de sete a 17 anos, que os visitam a fim de desenvolver atividades diversas, principalmente com as crianças dos centros de educação infantil. Também visitam duas vezes por ano a Casa dos Velhinhos Ondina Lobo para conversar e jogar bingo com os idosos. Em 2001 um grupo de alunos fundou o GRASSA - Grupo de Alunos Solidários Santo Américo - que atua no Cáritas João Paulo II, em Monte Kemel, todas as quartas-feiras no período da tarde, desenvolvendo diversas atividades.
www.csasp.g12.br
 
 
 
Colégio
  Pio XII
 
São vários os projetos sociais com instituições que atendem crianças e idosos, bem como casas de apoio a crianças com câncer, envolvendo o voluntariado de alunos, pais e professores. Um deles é o projeto implantado em 2012, o “TETO”. Alunos do Ensino Médio participam do projeto junto a organização não governamental que busca melhorar a qualidade de vida de famílias que vivem em situação de extrema pobreza, por meio da construção de casas de caráter emergencial, além de planos de habilitação social implementados por meio do trabalho em conjunto entre voluntários e moradores. O intuito dos projetos, feitos pelos alunos a partir de 11 anos de idade (6ª série) é colocar em prática a Missão Franciscana de formar para a fraternidade. São pelo menos 11 instituições beneficiadas pelo trabalho dos alunos.
 
 
 
Colégio
  Escola da Vila
 
Desde 1999 os alunos das 8ªs séries participam de um projeto de ação junto às entidades que realizam trabalhos sociais ou de assistência. Há reuniões semanais dentro da escola e também atividades nas instituições visitadas. Há participação na Fundação do Fórum de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente do Butantã e atuação da escola e dos alunos. Em cada trabalho, uma instituição diferente é beneficiada.
 
 
 
 
Colégio
  Saint Exupéry
 
Sempre divulgam e incentivam ações e projetos sociais para os alunos mostrando a eles que para sociedade e para os próprios alunos é fundamental contar com cidadãos solidários. Também reforçam o prazer pessoal que as ações proporcionam, além de agregarem valor e diferencial na elaboração do currículo para o mercado de trabalho. Anualmente grupos são formados para desenvolver tais práticas, selecionam juntos com os alunos os locais que serão beneficiados. Atualmente os alunos estão mais próximos da Casa Maria Helena Paulina, que recebe famílias de diferentes regiões do país para tratamento de câncer infantil.
www.exupery.com.br
 

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