Gastronomia

Decoração para aquecer o corpo, a alma e a casa...

Será que o frio está chegando? E nossa casa, como torná-la mais “quente”? A sensação de calor na arquitetura, desde sempre, está ligada a três coisas: peles (de animais), tecido e fogo. 
O fogo, hoje em dia, se traduz nas lareiras; as peles só se forem as ecologicamente corretas; então vamos falar de tecido!
 
Imagine uma decoração superclean: piso, mobiliário, forro e iluminação apenas. Parece quente? Aí descobrimos que “o calor” na decoração tem duas conotações: a física e a psicológica. Por isso que o tecido, transformado em tapetes, cortinas e almofadas transmite a sensação de aconchego! Em nosso inconsciente o tecido está associado à sensação de calor, conforto e segurança. Agora que entendemos a importância desses elementos, vamos ao que interessa: como usá-los!
 

Para aquecer o corpo a alma e a casa...

As opções são infinitas, e por isso vamos dividi-las em categorias.
 
A persiana é uma opção mais contemporânea. Existem as que servem apenas para dar privacidade e as que também têm a função de proteger do sol. O modelo mais simples é a rolô, muito usada nas varandas. É a que gera o efeito mais “limpo”. Se você quiser um resultado mais sofisticado acrescente um xale de tecido. Os painéis de correr precisam estar com uma parte sempre fechada. As romanas são aquelas que vão dobrando em gomos conforme sobem. São excelentes opções para vidros com pé direito duplo. Nesse caso é melhor fazer uma persiana na metade de baixo e outra na de cima, caso contrário ela ficará muito “gorda” quando recolhida. As cortinas duplas que formam casulos são lindas, mas complicadas de limpar pois os insetos entram nos gomos e morrem lá. Tirá-los não é “bolinho”.
 

Para aquecer o corpo, a alma e a casa...

As cortinas podem ter prega macho ou sistema wave (no trilho ou argolas). Evite pregas americanas ou franzido simples. Está fora de uso. O tecido de cima pode ser mais pesado e o de dentro mais leve se você quiser escurecer o ambiente. Outra alternativa é o rolô blackout por trás e um tecido leve por cima. Se você quiser usar só uma camada e escurecer o ambiente, já existem tecidos blackout com acabamento para ficar em aparentes e mais bonitos. Lembre-se sempre de perguntar sobre a resistência dos tecidos com a incidência de sol. Os sintéticos são mais resistentes e os naturais não aguentam e alguns encolhem e até deformam quando lavados (principalmente o linho).
Com relação aos tapetes, a grande distinção é entre os industrializados e os artesanais. Os industrializados têm tamanhos, cores e desenhos pré-estabelecidos. Preste atenção, quando ele tiver desenhos, na parte que realmente ficará exposta depois que os móveis estiverem em seus lugares. Atenção para a estampa nas bordas, será que vai aparecer? É mais difícil errar usando estampas geométricas do que florais. Se seu estofado tiver desenho, procure usar um tapete mais neutro, talvez com texturas, mas de uma só cor. Entre os artesanais temos os tradicionais orientais que recomendo usar com estofados neutros, listados ou com pouca textura. Os nacionais podem ser encomendados na medida, figuras e cores que o cliente quiser. Algumas lojas fazem uma pequena amostra. Isso é uma maravilha, pois não é fácil imaginar como vai ficar quando pronto e você não vai querer ter uma surpresa desagradável. A maioria é lavável e os padrões que mais gosto são os listados e os mesclados. Na mescla, você pode tanto usar cores diferentes como fios diferentes - por exemplo, seda com lã, barbante com couro.
Para aquecer o corpo, a alma e a casa...
Podemos deitar e rolar quando formos escolher almofadas! Elas podem ser sóbrias ou muito coloridas. Podem ter estampa ou ser lisas, ter textura ou mistura de tecidos. Os tamanhos diferentes também ficam bárbaros e, caso você tenha espaço para guardá-las, você pode mudar a cara da sua casa apenas trocando as almofadas. Puffs de almofadas tipo futon e uma cinta de couro, ou corda ou ainda uma faixa de tecido também são ótimas opções.
Lembre-se que o importante em decoração é a harmonia. Ela pode surgir através da cor, do formato, dos materiais e algumas vezes da espontaneidade. Uma cliente, anos atrás, fez uma cortina de cangas de praia – achei lindo!
Portanto, quando se trata de tecidos, ouse. Eles não são tão definitivos e você pode deixar sua casa com a sua cara. Mesmo que sua cara mude de tempos em tempos...   
 
 

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