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Memórias de uma vida empreendedora

“Gina Campos” é muito mais que a marca de confecção feminina criada há 30 anos aqui na região do Morumbi.
É, também, o nome como é conhecida a empresária Regina Campos, que está à frente dessa marca, e também da “Regininha” e da “Aromas e Afins”. Nesta entrevista, Gina dá uma verdadeira lição de empreendedorismo, revelando o caminho que ela trilhou, desde a faculdade de engenharia agrônoma até os atuais planos de expansão.

 

Gina Campos

 

O início
Eu era pesquisadora científica (sou engenheira agrônoma), trabalhei durante 15 anos na área de biotecnologia no Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo.
Desde pequena adorava moda, lá no IPT eu era a “diferente” do ambiente, estava sempre produzida. Resolvi ter meu próprio negócio – comecei uma confecção na sala do meu apartamento, junto com minha irmã – e em três anos abríamos nossa primeira loja. Fiquei cinco anos em jornada dupla, só saí do IPT quando abri minha terceira loja. Além de lojas em vários shoppings, montamos também um atacado, que vende até hoje para o Brasil inteiro. Sempre foi assim, trabalho muito, todos os dias.

De mãe pra filha
É recorrente na minha vida quebrar barreiras. Gosto de desafios; além disso, diversificar é uma coisa necessária. Na Gina já fazíamos a roupa da mãe e da filha, vieram minhas netinhas e... resolvi inovar na moda da criança. Em moda você sempre tem de estar na frente, eu não queria uma loja tradicional de criança, “certinha”, queria algo mais lúdico, “brincante”, que tivesse, além das roupinhas, brinquedos educativos, livros... Assim nasceu a Regininha.

Novos ares
Eu queria ter meus negócios próximos. Em São Paulo é difícil ficar se deslocando, e na minha convicção um negócio tem de ser olhado de perto. Decidi concentrar na região do Morumbi. Então me perguntei “o que estava na moda no mundo”? O Brasil estava entrando nessa onda de perfumes de ambiente, já era moda lá fora há muito tempo, e o Brasil entrou nessa onda, vi que o mercado crescia ano a ano. É um mercado muito diferente do meu, então fui começar, de novo, tudo do zero – como eu gosto. Via isso em Paris, em Londres, nas casas, nos hotéis se usava perfumes de ambiente, velas aromáticas. Quando começou a ser moda aqui, virou febre. É para tudo: para a pessoa, para a casa, para o armário, para o carro, para dar de presente, aí a pessoa se acostuma com aquele aroma e o quer sempre.
Quero expandir esta operação.


Qual é o segredo para tantas atividades bem-sucedidas?
O que me faz ter essa longevidade é a inquietude. Trabalhar duro, sábado, domingo, isso é lugar-comum. Hoje em dia tem de ser mais ainda, tem muito de tudo, fica tudo igual. Então, para mim, uma coisa pode até estar legal, mas tenho de ir atrás de novidade, sempre, não se pode ter medo de ousar, de mudar, de sair da zona de conforto. “Já tá tudo bom, vou descansar” não é muito a minha praia. E, um dia, ainda vou abrir uma pousada em Campos do Jordão...

 

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