Saúde

Inverno: não esqueça do filtro!

Você sabe o que é ‘transmitância’? Esse termo é usado por dermatologistas e quer dizer o quanto um filtro solar ainda deixa passar de radiação UVB à pele. Por exemplo: um filtro solar 15 tem transmitância, em média, de 6,7%; já um de fator 60, de 1,7%.

 O tema, discutido no último Congresso Brasileiro de Cirurgia Dermatológica, realizado em maio, em Campos do Jordão, reforça, entre outros itens, a importância do uso de filtros solares também no inverno, afinal, são eles que funcionam como um ‘escudo’ de proteção contra os raios ultravioletas (UV), responsáveis pelas três principais alterações na nossa pele:




 

  1. Degeneração do colágeno: surgimento de rugas, sulcos, dilatação dos poros, envelhecimento, alteração da cor e da textura da pele;
     
  2. Alterações na cascata de pigmentação da pele: surgimento ou agravamento de manchas;
     
  3. Alterações no DNA celular: lesões pré-cancerosas e o próprio câncer de pele que, segundo a dra. Simone Weiss, dermatologista da Clínica Weiss, são três os principais tipos:

– Carcinoma Basocelular e Carcinoma Espinocelular: costumam se manifestar clinicamente como feridas que não cicatrizam, principalmente em áreas de exposição frequentes ao sol, como face e membros superiores, mais comuns em pessoas de pele clara ou que tomaram muito sol ao longo da vida. O Espinocelular pode também surgir sobre cicatrizes e sobre mucosas (como o lábio, a cavidade oral ou as mucosas genitais).

– Melanoma Maligno: Mais agressivo, ele pode surgir sobre um nevo (pinta) pré-existente ou não. Pode ocorrer em qualquer local do corpo e, portanto, é importante ficar atento a pintas que surgiram ou que sofreram alterações nas suas características, ou que estão em locais de trauma frequentes (área da barba nos homens ou áreas de depilação nas mulheres, região da cintura, palma das mãos ou plantas dos pés, entre outras).


Para avaliar as lesões pigmentadas (e isso cada um pode fazer em casa mesmo), observe os critérios clínicos do ‘ABCD’:

A – assimetria: lesões benignas comumente são simétricas;
B – borda: lesões benignas comumente ter bordas regulares;
C – cor: toda mudança de cor de uma lesão deve ser avaliada;
D – diâmetro: lesão acima de 6 mm tem risco maior.
 

Usar protetor solar diariamente, reaplicando ao longo do dia, fazer o autoexame mensal, observar e conhecer as pintas que temos no nosso corpo, pode ajudar, e muito, no diagnóstico precoce. “Qualquer mudança ou surgimento de nova lesão suspeita, devemos procurar um especialista. O câncer de pele tem tratamento e, quanto antes agirmos, melhor!”, finaliza Simone.

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