Celular: um bem, um mal!

A tecnologia tem facilitado bastante nossa vida, produzindo apetrechos muito interessantes. O celular é uma dessas invenções que, quando incorporadas ao nosso dia a dia, não conseguimos imaginar como sobrevivíamos sem ela. Como tudo nesta vida tem dois lados, o lado bom e o lado não tão bom, o celular não escapa à regra. O lado bom todos conhecem: além de ser um meio eficaz de comunicação, o celular oferece o mundo ao alcance das nossas mãos, com infinitas possibilidades de uso. Seria tudo muito bom se soubéssemos dosar o uso desse aparelho de forma que ele estivesse a nosso serviço e não causasse alguns prejuízos sociais que têm sido observados. 

Seduzidos pelo poder que este aparelhinho exerce sobre nós, deixamos de viver, ao vivo, momentos fundamentais em nossa vida e na vida das pessoas à nossa volta, pois nossa atenção é desviada para o chamado das luzinhas e dos barulhinhos que ele produz, o que nos abstrai da vida que acontece bem diante de nós. As crianças são as mais afetadas pelo comportamento dos adultos, tanto pela falta de atenção, com pais concentrados nos assuntos do celular, como pelo exemplo que eles dão aos pequenos. Desde que nascem, as crianças observam seus pais e as pessoas à sua volta fazendo uso dessa tecnologia e são hábeis em utilizá-la assim que podem alcançá-la. O principal interesse, quando são pequenas, são os filmes e os jogos que, em muitos casos, foram apresentados a elas pelos próprios pais. A criança fica fascinada e dá um descanso para quem está cuidando dela. Isso pode ser um bem, desde que sejam observados o tempo e a regularidade do uso.

A ciência tem apontado os mecanismos do cérebro que são ativados pelos jogos que tanto atraem as crianças e, também, os jovens, e nos alerta sobre o perigo da exposição excessiva aos mesmos. Devemos ficar atentos. Na sala de aula, o celular é um grande aliado na busca de informações, e os alunos tiram proveito disso. Aqui no Colégio Pentágono, a permissão para trazer o celular para a escola acontece a partir do Ensino Fundamental ll, pois consideramos que, nessa faixa etária, a autonomia está mais constituída e os alunos já são capazes de se submeter às regras que organizam o uso dos aparelhos. Os alunos menores ficam esperando ansiosos a entrada no novo segmento para poder ter acesso ao privilégio.

Como os gregos sempre souberam, o segredo é a medida. Devemos cuidar para que a tecnologia não roube a nossa humanidade, para que não deixemos de olhar e viver a vida que acontece e passa tão rapidamente. Vale a pena dedicar atenção verdadeira para os nossos entes queridos e manter, também, contatos não virtuais com eles.

Heloísa Porto Alegre
Orientadora Educacional
Colégio Pentágono

Dolce Morumbi Edição 142

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