A Cultura do Cancelamento chegou na sua empresa? Saiba como proceder

Por Paula Rottas Assis

Muito comum nas Redes Sociais, a cultura do cancelamento alcançou também as empresas. Essa cultura provoca reações, como desfazer as amizades virtuais até ao ponto do “cancelado” ter sua conta ou perfil bloqueado na plataforma da rede social de forma que não se possa mais se manifestar na página do “ofendido”. Também não deixa de ser comum atitudes grosseiras e sem limites de alguns “canceladores”, mas este é um tema para outro artigo.

No meio corporativo ganha-se outra dimensão. Como não é possível a empresa desfazer uma “amizade” com seu colaborador, algumas companhias têm optado pela demissão. E esta prática tem sido comum, uma vez que opiniões e posturas dos colaboradores são postadas por eles, em nome das empresas, o que impactam na imagem das organizações.

Orientar sobre boas práticas de conduta ainda é a melhor maneira de evitar postagens que possam comprometer a imagem das empresas, e assim evitar atitudes radicais como demitir pessoas. Se por um lado, as pessoas têm liberdade de se expressarem como querem, por outro, é importante fazê-las entender que suas opiniões podem ter gerar controvérsias que podem ser negativas junto ao público e mesmo aos acionistas.

Imagem cedida por PRA Consult

As empresas devem sim, se preocupar com suas reputações e com mensagens enviadas pelos seus colaboradores em seu nome. Orientar a conduta fora do ambiente de trabalho, especialmente quando estão portando uniforme ou crachás, é importantíssimo.

Uma das soluções como gestora de RH que indico é adoção de protocolos e um onboarding assertivo, adotando ferramentas como um o kit de boas-vindas ou manuais, por meio dos quais a empresa pode, por exemplo, explicar que redes sociais são pessoais e que o nome da organização não deve ser envolvido nas postagens e nem estar associado a assuntos sensíveis.

Há empresas que proíbem fotos e vídeos nos locais de trabalho, mas é importante conversar com o colaborador e entender o motivo da postagem, antes de qualquer decisão sobre sua continuidade ou não na empresa.

Um estudo feito a partir de posts públicos no Twitter, a maioria das pessoas se dizem contrária ao cancelamento, porém ele ocorre diariamente, afetando a vida e a reputação de pessoas e empresas.

No estudo, é surpreendente constatar que 79% declararam ser contrárias à cultura do cancelamento, ponderando que errar é algo comum, e que um diálogo é mais efetivo do que a submissão ao julgamento e humilhação, consequências da prática do cancelamento.

Apenas uma minoria (11%) defende a cultura do cancelamento. Para eles, quem tem acesso à internet possui insumos suficientes para se inteirar dos debates e aprofundar seu conhecimento por conta própria. Se erra, portanto, o ônus é individual.

Os cancelados terão sua imagem digital de alguma forma comprometida para sempre por terem cometido um erro, não importando se fora grave ou não. O alcance da cultura do cancelamento tem levantado questionamentos que consideram que injustiças são cometidas justamente na busca por Justiça.

Seja como for, estamos vivendo uma era onde a internet tem mudado a forma de reconhecimento público. Pessoas, marcas e empresas precisam, de fato, entender que diversos comportamentos, hábitos e comentários não são mais tolerados pela sociedade e que a redes ganharam um papel fundamental na disseminação desses ideais sociais.

Rever comportamentos por conta de mudanças de cultura e nas interações sociais faz parte do processo civilizatório. E isso se enquadra perfeitamente no mundo corporativo. Ter programas dentro das empresas que falem sobre essas mudanças contribui e muito para que os colaboradores estejam engajados com a cultura organizacional.

Conte-me como sua empresa tem se adaptado às mudanças.

Aproveite para assistir, em nosso canal no YouTube, um super bate papo com a advogada Dra. Rita Biondo abordando melhor este tema com um olhar jurídico.

Paula Rotta Assis é co-fundadora da PRA Consult, uma consultoria de negócios que atende pequenas e médias empresas em projetos de Recursos Humanos, Contábeis, Financeiros e assessoria Executiva. É graduada em Gestão de Recursos Humanos e atua no mercado corporativo há mais de 10 anos liderando equipes e projetos na obtenção de suas metas e resultados.

Este artigo foi sugerido também por Touchédigital Marketing OnLine
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