O perigo da era digital espreita crianças pelo excesso de telas

Dolce Criança

Cynthia Wood Passianotto

Deixar uma criança navegar à deriva na internet é como deixá-la desacompanhada na rua sozinha

Os artigos assinados não traduzem ou representam, necessariamente, a opinião ou posição do Portal. Sua publicação é no sentido de estimular o debate de problemas e questões do cotidiano e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo

Design Dolce sob imagem de Deyan Georgiev em Canva

Celulares, tablets e computadores estão chegando cada vez mais cedo nas mãos das crianças. O olhar fixo nas telas vem se estendendo por horas. Se por um lado, a escola reconhece o aprendizado e a família o entretenimento, por outro, a preocupação em relação ao digital também está muito presente. Além do cyberbullying e do vazamento de informações pessoais, o contato com violência, abuso, pornografia e discurso de ódio são ameaças constantes nesse cenário.

Tenho visto no consultório cada vez crianças mais novas entrando em contato com coisas tão pesadas na internet, muitos traumatizados, com medo, com crises de ansiedade e pânico devido a exposição a coisas que a idade e maturidade não conseguem acompanhar.

É necessário que os pais acompanhem o histórico de navegação e tenha todas as senhas de acesso dos filhos. Que verifiquem o que estão assistindo e jogando e se o conteúdo é apropriado à faixa etária. E mesmo se este conteúdo estiver classificado como livre, é função dos pais verificar se está de acordo com a educação que passam em casa.

Design Dolce sob imagemde Odua Images em Canva

Deixar uma criança navegar à deriva na internet é como deixá-la desacompanhada na rua sozinha.

Existem filtros que podem ser instalados pelos adultos para impedir o acesso a páginas ou sites impróprios ou apenas monitorar as páginas e programas frequentados pela criança.

Os adolescentes podem ser mais resistentes. Mas o dever dos pais de educar e proteger é maior que o direito dos filhos à privacidade.

  • Verifique se já é hora de ter contato com o digital.
  • Estabeleça um tempo para o uso.
  • Utilize controles de conteúdo.
  • Monitore a utilização.
  • Oriente sobre privacidade e exposição.
  • Atente-se ao bullying cibernético.
  • Tenha cuidado com a segurança da informação.
  • Oriente sobre o não compartilhamento de senhas e dados da família.
Design Dolce sob imagem de Studio Roman em Canva

Muita conversa e orientação é necessária, para que nossos filhos realmente estejam protegidos.

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Cynthia Wood Passianotto  é psicóloga e escreve quinzenalmente na Dolce Morumbi.

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