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Clubes de leitura femininos fortalecem laços, reduzem o estresse e expandem horizontes

Divulgação

Grupo paulistano, com mais de 15 anos de história, inspira o livro “Temos fome, somos loucas”

Participar de um clube de leitura vai muito além de discutir livros. É uma experiência que une cultura, afeto e bem-estar, criando um espaço seguro e inspirador — especialmente em grupos formados exclusivamente por mulheres. Um exemplo marcante é o Círculo Feminino de Leitura, formado há mais de 15 anos por 11 mulheres de São Paulo, todas com mais de 50 anos.

Nos encontros, que combinam momentos dedicados à leitura com longas conversas presenciais, o grupo construiu laços afetivos profundos. Entre cafés, risadas e reflexões, as reuniões se transformaram em verdadeiros rituais de amizade, escuta e liberdade. O tempo reservado para essas trocas funciona como um antídoto contra o estresse diário, oferecendo relaxamento e renovação emocional.

Além do acolhimento, há também o exercício intelectual: ouvir diferentes interpretações de uma mesma obra amplia o repertório cultural e estimula o pensamento crítico. Questões como extremismo, consumismo, identidade feminina e política brasileira surgem naturalmente nas discussões, tornando o clube um espaço plural e transformador.

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O crescimento de grupos como esse reflete uma tendência global: mais leitores buscam experiências coletivas de leitura, que aliam prazer literário e conexão humana. No caso do Círculo Feminino de Leitura, a vivência inspirou uma das integrantes, Maura Campanili, a escrever o livro “Temos fome, somos loucas”.

Publicado pela editora Pitanga, que estreia no mercado editorial com essa obra, o livro reúne relatos sobre os livros lidos, experiências compartilhadas, desafios de convivência e os impactos duradouros desses encontros na vida de cada participante. Entre as leituras que provocaram debates intensos estão A Menina da Montanha, de Tara Westover, e Os Delírios de Consumo de Becky Bloom, de Sophie Kinsella, além de conversas francas sobre as eleições e o cenário político brasileiro.

Mais do que memórias, a publicação oferece uma lista dos mais de 180 livros discutidos pelo grupo e um guia prático para quem deseja criar seu próprio clube de leitura — um convite para que mais mulheres descubram o prazer e a força transformadora da leitura coletiva.

Maura Campanili, escritora, autora do livro “Temos fome, somos loucas”@mauracampanili | LinkedIn/Maura Campanili

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Imagem por Marcos Kulenkampff em Canva Fotos

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