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Artista visual contemporânea, curadora, escritora e gestora cultural.

Ressignificar a vida através da arte

Design Dolce Morumbi sob imagem em Canva

A arte como travessia e cura

Depois de um período de travessia, de silêncio e de profunda reflexão, retorno à minha coluna de arte aqui na Dolce Morumbi® com o coração atravessado, mas inteiro, porém com a certeza de que a escrita é, assim como a pintura, uma arte que me salva.

A você, leitor e leitora queridos, seguidores e a todos que acompanham meu trabalho na criação e na curadoria, este texto também é um reencontro. Houve silêncio, houve travessia, houve tempo de recolhimento — momentos necessários para que a vida fosse plenamente sentida, refletida e transformada.

Retorno porque a arte, em suas múltiplas formas, me sustentou. A escrita, assim como a pintura e a curadoria, foi e continua sendo meio de escuta, de cura e de ressignificação. É por ela que volto a compartilhar reflexões, processos e criações, acreditando que a arte não se encerra em si, mas existe para tocar, acolher e criar diálogo.

Este retorno não é ponto final, é continuidade. Um convite para seguir juntos, sentindo, criando e ressignificando — porque a arte que nos atravessa também nos transforma.

Em meio à dor, à ausência e às transformações inevitáveis da vida, percebi que colocar palavras no papel não é apenas expressar pensamentos, mas dar forma à alma, acolher sentimentos e transformar experiências em aprendizado e arte.

É essa mesma força que encontro na pintura, na criação, na curadoria: artes que me permitem atravessar sombras, celebrar memórias e seguir em frente. Por isso, hoje venho compartilhar com vocês minhas reflexões, minhas travessias e minhas descobertas — para que, juntos, possamos sentir, refletir e celebrar a arte como caminho de cura, sensibilidade e inspiração.

A cada pincelada, a cada palavra escrita, percebo que a arte não é apenas criação é sobrevivência da alma, é memória viva, é diálogo entre o que fomos e o que podemos nos tornar. Ela me permite atravessar as sombras sem perder a luz, sentir o amor que não está mais ao alcance das mãos, mas permanece presente como energia, como força, como companhia silenciosa.

E assim, sigo: construindo novos caminhos, acolhendo o que veio para ficar, honrando o que passou, celebrando cada instante em que a vida insiste em florescer. Porque a travessia não termina quando a dor parece insuportável ela termina quando transformamos essa dor em algo que respira, que pulsa, que se move para frente.

Atravessamos desertos, e ainda assim, florescemos.

O amor que ficou não dói, sustenta.

A arte que crio não explica, acolhe.

E eu sigo: inteira, em movimento, viva.

O ano que passou foi marcado por despedidas e por travessias que, à primeira vista, pareciam impossíveis, mas que a própria vida revelou como necessárias. Para mim, 2025 foi o ano da Cobra: o tempo em que as verdades emergem, a alma se desnuda e o desapego deixa de ser escolha para se tornar aprendizado. Foi quando o inevitável se apresentou com clareza e me ensinou que o amor verdadeiro não se mede pela permanência física, mas pela intensidade da entrega e pela profundidade do vínculo que continua existindo, mesmo quando não pode mais ser visto.

Neste percurso, aprendi que a dor pode ser travessia, e que os encontros mais importantes da vida não começam ou terminam com a presença visível. O amor que vivi e continuo vivendo com o Maurício nestes vinte e seis anos se transformou em força, em memória viva, em energia que sustenta meus passos e inspira minha missão. Ele me mostrou, na prática, o sentido da fé, da coragem e da continuidade do amor mesmo além do que o mundo material pode oferecer.

Hoje, ao iniciar 2026, sinto que este é o ano do recomeço. Como o cavalo, símbolo de movimento, liberdade e ação, é tempo de respirar novamente, de seguir em frente sem esquecer, de criar sem medo, de viver com presença.

A arte entrou na minha vida não apenas como criação pessoal, mas como um caminho de mediação: selecionar, organizar e apresentar obras é iluminar aquilo que toca, que inspira, que transforma. Cada exposição que realizo é uma extensão do meu olhar e da minha missão: transformar experiências em presença palpável e tornar sensível o que muitas vezes passa despercebido

Acolher, tocar, inspirar sentir a arte como um pulsar que atravessa o espaço, desperta sentidos e deixa marcas invisíveis, mas profundas, em cada pessoa que se permite viver a experiência.

A curadoria é, portanto, também um ato de amor e serviço entre os artistas, o público e a própria arte que nos salva. É por ela que consigo dar voz àquilo que precisa ser sentido, não apenas visto.

A arte, seja criada ou curada, não é apenas objeto ou exposição. É meio de escuta, diálogo e cura para mim, para quem visita minhas mostras, para aqueles que encontram nas minhas palavras e obras uma forma de sentir e compreender a vida.

2026 chega como convite: seguir com amor, criar com verdade, transformar com sensibilidade. Seguir vivendo, não apesar da dor, mas por causa do amor que continua a nos guiar.

Se a arte também toca a sua alma, convido você a visitar minhas exposições e vivenciar cada obra como uma experiência viva e transformadora; também a ler meus artigos, refletir e se conectar com ideias sobre arte, memória e sensibilidade que continuam a me guiar e admirar e levar para sua vida obras que carregam alma porque contemplar é essencial, mas investir em uma criação que pulsa também é abrir espaço para a arte transformar o seu cotidiano.

Atravessemos juntos este novo ano, transformando cada instante em criação, presença e poesia. Porque a arte que nos salva, que curamos e que nos cura juntos, também nos ensina a viver.

Dar forma à alma, acolher sentimentos e transformar experiências em aprendizado, sensibilidade e arte — este é o convite que deixo a cada um de vocês.

Agradeço profundamente a cada seguidor, a cada leitor e visitante que acompanha meu trabalho, que compartilha desta jornada e permite que a arte continue sendo ponte, inspiração e diálogo entre nós.

Que 2026 seja repleto de encontros significativos, descobertas sensíveis e experiências que toquem a alma.

Que cada instante vivido e cada obra contemplada nos ensine a sentir, acolher e transformar a vida em arte.

Os artigos assinados não representam, necessariamente, a opinião do Portal. Sua publicação é no sentido de informar e, quando o caso, estimular o debate de questões do cotidiano e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo

Amanda Sanzi é artista visual contemporânea, curadora, escritora e gestora cultural. Dedica-se a revelar a arte como experiência sensível e transformadora, escrevendo sobre museus pelo mundo, movimentos artísticos e a presença da arte no cotidiano.

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Imagem por Marcos Kulenkampff em Canva Fotos

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