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Por que a imaginação pode ser o remédio contra a ansiedade das crianças?

Foto de Vitaly Gariev na Unsplash

Pesquisas indicam que trocar parte do tempo diante das telas por livros é uma estratégia eficaz para fortalecer a saúde mental e a inventividade infantil

Enquanto uma pesquisa recente do Datafolha aponta que crianças brasileiras passam, em média, mais de cinco horas por dia em frente a telas, a paulistana Inara Solimar, de apenas 10 anos, segue na contramão dessa tendência. Em vez de maratonar vídeos ou jogos, ela passa boa parte do tempo inventando personagens, arquitetando aventuras e devorando livros.

“Nos livros, posso fugir da rotina e entrar em mundos mágicos. É diferente da tela, porque a gente imagina tudo na nossa cabeça, e isso pode ser até mais divertido”, diz Inara. Para ela, a leitura é mais do que passatempo: é uma forma de conhecer novas culturas, entender a si mesma e aprender a lidar com os outros.

Em agosto, Inara lançou oficialmente seu primeiro livro — Clube das Aventuras e a Doença Desconhecida (Emó Editora) — na La Librería – Café Colombiano, em São Paulo. A obra, escrita entre os 7 e 9 anos, nasceu da mistura de referências que vão de Agatha Christie e Sibéal Pounder ao universo dos animes. A história acompanha um grupo de adolescentes que, em meio a um cenário caótico, precisa unir forças para enfrentar uma doença misteriosa e monstros ameaçadores.

Foto de Keren Fedida na Unsplash

Infância com menos ansiedade

Para Inara, se mais crianças lessem ou escrevessem suas próprias histórias, o mundo seria “melhor e mais saudável”. “A gente teria menos ansiedade, menos raiva, menos tristeza. As crianças poderiam contar as próprias histórias, sem se preocupar com a opinião dos outros”, afirma.

A visão da autora dialoga com especialistas que apontam que o excesso de tempo em telas pode estar ligado a distúrbios de atenção, problemas de sono e sintomas de ansiedade em crianças e adolescentes. No livro, essa preocupação aparece de forma simbólica: os personagens enfrentam perigos que exigem imaginação, cooperação e coragem para serem superados.

Processo criativo e ilustrações em família

Um dos destaques do projeto foi a parceria com a mãe, a ativista negra May Solimar, que assinou as ilustrações. “Eu imaginava o visual dos personagens e minha mãe ilustrava. Foram várias trocas de conversas até ficarem exatamente como eu tinha idealizado”, conta Inara.

Como curiosidade, a autora revela que a protagonista, Camila, foi inspirada nela mesma. “Os traços são muito parecidos comigo”, afirma.

Foto de Stephen Andrews na Unsplash

O próximo capítulo

Animada com a recepção do primeiro livro, a autora já começou a escrever novas histórias. Entre os planos estão contos de terror para o público infantojuvenil, uma narrativa voltada para adolescentes e até a continuação das aventuras do seu clube literário.

“Escrever é como se eu entrasse no mundo que inventei. No começo pode ser difícil ter ideias, mas depois é só deixar rolar”, diz Inara, incentivando outras crianças a se aventurarem na escrita.

Clube das Aventuras e a Doença Desconhecida está disponível para compra no site da Emó Editora

Inara Solimar tem 10 anos, é apaixonada por livros, música e animes. Sempre gostou de inventar histórias e criar personagens. Clube das Aventuras e a Doença Desconhecida é seu primeiro livro publicado — uma obra que une imaginação, empatia e coragem em uma narrativa envolvente e surpreendente.

@inara.solimar

Colaboração da pauta:

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Imagem por Marcos Kulenkampff em Canva Fotos

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