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Psicóloga, sexóloga e especialista em Relacionamento e Sexualidade Humana

Será que ser boa de cama é mesmo o que importa?

Imagem por teksomolica em Freepik

Sexualidade não é sobre performance, mas sim, de possuir uma capacidade de estar presente, de se conectar com o próprio corpo e com o outro

Os artigos assinados não representam, necessariamente, a opinião do Portal. Sua publicação é no sentido de informar e, quando o caso, estimular o debate de questões do cotidiano e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo

Muita gente cresce acreditando que a régua de uma vida sexual feliz está em “ser bom ou boa de cama”. Essa expressão carrega um peso enorme como se existisse um manual universal, uma performance ideal e até uma estética obrigatória para validar se alguém é desejável ou não.

Mulheres são cobradas a ter o corpo dentro de um padrão, estar sempre dispostas, criativas e multiorgásticas. Homens, por outro lado, carregam a pressão de ter ereções sempre firmes, não falhar jamais e sustentar um desempenho quase sobre-humano. Essa lógica transforma a sexualidade em palco, em teste, em prova.

Imagem em Freepik

Só que, quando o sexo se torna um espetáculo a ser avaliado, o prazer perde espaço para a ansiedade. Surge a insegurança, a comparação, a sensação de insuficiência. A relação, que poderia ser lugar de intimidade e entrega, acaba marcada pela cobrança e pelo medo de não corresponder às expectativas, muitas vezes expectativas irreais, alimentadas pela pornografia ou por mitos sociais.

A verdade é que a sexualidade não precisa ser sobre performance. O que sustenta uma vida íntima de qualidade não é saber técnicas mirabolantes ou colecionar orgasmos, mas sim, a capacidade de estar presente, de se conectar com o próprio corpo e com o outro. É ter liberdade para experimentar sem julgamento, rir quando algo sai diferente, comunicar desejos e limites, conhecer o próprio ritmo e respeitar o ritmo do parceiro.

Imagem por GPO Inst Studio em Freepik

Ser “bom de cama” talvez seja muito menos sobre dominar fórmulas e muito mais sobre oferecer presença, escuta, afeto e disponibilidade. O que importa, no fim, é ser bom para si mesmo — para o próprio prazer, para a própria autenticidade — e, a partir disso, se permitir compartilhar esse espaço com o outro de forma mais leve, mais fluida e mais verdadeira.

No fundo, não é sobre impressionar. É sobre se conectar.

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Laís Melquíades é psicóloga, sexóloga e especialista em Relacionamento e Sexualidade Humana pelo CBI of Miami. Terapeuta Cognitivo-Comportamental de casal e individual, utiliza ferramentas da Terapia do Esquema e Mindfulness para promover mudanças profundas na vida afetiva e sexual. Apresentadora do programa “Meu Amigo Perguntou” na Rádio Alô FM, aborda sexualidade e relacionamentos de forma acessível e esclarecedora. Como palestrante e empreendedora, tem a missão de desconstruir tabus, ampliar o repertório emocional e proporcionar ferramentas para relações mais saudáveis e autênticas.
Gostou da matéria? Quer fazer comentários, críticas ou sugestões, escreva para a Dolce Morumbi®: contato@dolcemorumbi.com

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Imagem por Marcos Kulenkampff em Canva Fotos

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