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Psicóloga Comportamental e Cognitiva, Neuropsicóloga, Psicopedagoga

Por que a criança bate? E como evitar este comportamento?

Design Dolce sob imagem por Stock Planets em Canva

Como fazer seu filho entender que essa forma de comunicação não é aceitável e como ensiná-lo a procurar outras formas de se expressar

Crianças bem pequenas ainda possuem vocabulários limitados e podem não ter a capacidade de descrever o que estão sentindo; a conclusão que chegam é que bater em um amiguinho ou nos pais pode ser a única maneira de comunicar a frustração ou irritação que sentem, já que não sabem como exprimir tais sentimentos falando.

Identifique as emoções da sua criança e forneça as palavras utilizadas para descrevê-las; como o passar do tempo, isso pode evitar a recorrência do comportamento agressivo, afinal, é ele que precisa ser modificado, e não a sensação de nervoso.

Design Dolce sob imagem por Dejan Dundjerski em Canva

Para eliminar gradativamente esse comportamento, também podemos usar das seguintes estratégias:

  • Sempre que for possível, segure firmemente a mão da criança antes que ela bata. Evite o tapa;
  • Olhe em seus olhos e baixe o tom de voz, deixando-a mais grave;
  • Diga que não pode bater porque machuca, ensine a fazer carinho no rosto de quem ela ameaçou em bater e solte a mão da criança;
  • Caso a criança insista (o que provavelmente acontecerá nas primeiras vezes), repita o processo mas diga que, se continuar batendo, você precisará afastá-la da situação. Tirando a de perto do amiguinho ou de você;
  • Caso a criança insista pela segunda vez, tire a de perto de quem ela estiver batendo e converse com calma.
  • Caso esteja batendo em você, saia de perto e se ela for atrás batendo, vá para outro cômodo e feche-se lá.  A ideia não é ficar muito tempo longe da criança mas que ela compreenda que ninguém é obrigado a ficar apanhando;
  • Ao voltar, pergunte calmamente se pode ficar perto sem que a criança bata;
Design Dolce sob imagem por Africa Images em Canva
  • Caso a criança tente bater novamente, não leve para o lado pessoal. Tente se acalmar e fazer com que ela respire calmamente para se tranquilizar. Nas primeiras vezes, eles testam para ver se sempre responderemos da mesma forma. Repita o mesmo processo quantas vezes for necessário;
  • E o mais importante de tudo: nunca bata em seu filho! Se você lhe dá tapinhas para mostrar o que ele não pode fazer, ele certamente dará tapas quando você ou outra pessoa fizer o que ele não quer.

Agindo desta forma, seu filho logo entenderá que essa forma de comunicação não é aceitável e procurará outras formas de se expressar.

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Os artigos assinados não representam, necessariamente, a opinião do Portal. Sua publicação é no sentido de informar e, quando o caso, estimular o debate de questões do cotidiano e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo

Mineira de Poços de Caldas, Cynthia Wood Passianottoé formada pela Universidade São Marcos, com especialização em Neuropsicologia e em diversas outras áreas que focam na formação infantil e adolescente. Mãe de 2 filhos, casada com o também psicólogo Luciano Passianotto, Fundou e dirige o espaço Crescendo e Aprendendo no Morumbi, no qual se dedica no trabalho educacional e de orientação à educação de crianças e adolescentes há mais de 20 anos.

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Imagem por Marcos Kulenkampff em Canva Fotos

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