As crianças podem mentir por vários motivos: temer castigos e repreensões, receber alguma recompensa, se isentar de culpas, fugir de responsabilidades, melhorar a autoestima, chamar a atenção.
Outro motivo que pode levar a criança a mentir é quando seus pais mentem. Os pais são os modelos mais importantes para as crianças. As crianças se espelham no comportamento de seus pais. Se os pais pedem que a criança minta ao telefone dizendo que não estão em casa, estão ensinando seu filho a mentir. Ou quando os pais deixam passar uma mentira de seu filho, também estão reforçando este comportamento, fazendo com que a criança encare a mentira como algo natural.

E como os pais devem agir frente a tudo isto?
Entenda o “porquê”: crianças pequenas mentem por fantasia ou para testar limites, enquanto as mais velhas costumam mentir por medo de punição, de decepcionar os pais ou para se sentirem aceitas.
Não rotule: evite chamar a criança de “mentirosa”. Foque no comportamento específico (“essa atitude não foi legal”) e não na identidade da criança.
Crie um ambiente seguro: a criança precisa sentir que, ao falar a verdade, será ouvida e não imediatamente castigada. Acolha a verdade e resolva o problema juntos.
Fale sobre consequências (em vez de castigos): explique que a mentira quebra a confiança, o que é mais prejudicial do que o erro em si. Ajude a criança a reparar o erro, assumindo a responsabilidade.
Dê o exemplo: se você mente “pequenas mentiras” (para evitar situações), seu filho aprenderá que isso é aceitável. Demonstre honestidade nas suas próprias ações.
Evite perguntas “armadilhas”: se você já sabe que ela quebrou o vaso, não pergunte “Você quebrou o vaso?”, pois isso induz à mentira por medo. Diga: “Eu vi que o vaso quebrou. Vamos conversar sobre isso?”
Quando procurar ajuda: se as mentiras forem muito frequentes, compulsivas e acompanhadas de desinteresse, raiva, ou prejudicarem muito as relações sociais, pode ser interessante buscar orientação de uma psicóloga infantil.






























