Olá, querido amigo e querida amiga desta incrível experiência que é nossa coluna da Dolce Fashion!
Hoje quero trazer a moda que não fala apenas de tecidos, roupas e eventos. Vou falar do charme, moda e luxo que é o vinho. Nada mais é tão encantador e romântico como degustar uma boa taça de vinho. Desde os gregos, esta bebida já trazia alteração dos sentidos e bem-estar. Na Grécia Antiga, o vinho era muito mais do que uma bebida. Era associado a Dionísio, deus do vinho, da fertilidade, da celebração, do teatro e da transformação. E não é por menos que na Bíblia o vinho é citado inúmeras vezes.
Falar de vinho hoje é falar muito mais do que de uma bebida. É falar de cultura, território, gastronomia, tradição e experiência. E foi exatamente essa percepção que encontrei na ProWine São Paulo deste ano.
A feira mostrou a força crescente do mercado brasileiro e a presença marcante de países da Europa, Ásia e América Latina. Mais do que apresentar rótulos, muitos expositores transformaram seus estandes em verdadeiros espaços de experiências, criando ambientes sofisticados, degustações, gastronomia, aromas, histórias e diferentes formas de receber.
Era possível perceber uma verdadeira disputa pela atenção do visitante — não pelo excesso, mas pela capacidade de encantar e criar memória. Cada país procurava apresentar sua identidade através do vinho, da arquitetura, do espaço, da gastronomia e da maneira de receber.
A América Latina mostrou sua força com países como Chile, Argentina e Uruguai, enquanto produtores europeus trouxeram séculos de tradição e novas propostas. A presença asiática também revelou um mercado que vem ganhando espaço e buscando novas formas de dialogar com o consumidor internacional.
O Brasil, por sua vez, mostra que também possui uma história para contar, pequenas vinícolas familiares fizeram um “show” de apresentação sensorial, um dos exemplos é a Torcello, vinícola boutique do Rio Grande do Sul. Tanto as famosas como Miolo, Aurora , Casa Perini, Grand Cru, Batalha, entre muitas outras marcas de vinhos Brasileiros famosos como as vinícolas de regiões famosas como Garibaldi, Caxias do Sul, Bento Gonçalves apresentaram seus produtos de alto padrão para degustação de apaixonados . Vinhos e espumantes nacionais vêm conquistando reconhecimento e abrindo novas possibilidades para o turismo, a gastronomia e a hotelaria.
O que mais me chamou atenção foi perceber que o novo luxo não está apenas no produto exposto. Está na forma como ele é apresentado, no cuidado com os detalhes, na hospitalidade, na ambientação e na emoção criada ao redor dele, posso dizer com certeza, que a atmosfera da hospitalidade agradou a todos os visitantes da ProWine. Estive visitando as maiores marcas internacionais, que é claro, tem o Brasil como um grande consumidor que ainda está começando a ter o vinho como uma bebida mais consumida. Devido a nossa cultura, o clima e muitos outros fatores, nosso país vem aumentando o conhecimento e o paladar para o vinho, mostrando um fiel consumidor. Assim a ProWine mostrou, mais uma vez, que o futuro do luxo pertence às marcas que conseguem transformar um produto em vivência, conexão e memória.
Porque, no final, assim como acontece na moda, na hotelaria e na gastronomia, aquilo que realmente permanece não é apenas o que vemos, é aquilo que sentimos.
O novo luxo do vinho não está apenas na garrafa. Está na origem, na história, na apresentação, na gastronomia que o acompanha e na experiência que ele proporciona. O Brasil começa a ocupar um espaço cada vez mais interessante nesse cenário, enquanto a América Latina demonstra que pode transformar seus territórios, suas uvas e suas tradições em produtos de desejo internacional.
Espero que tenha gostado deste assunto que amo escrever, falar e degustar. Um grande abraço e até a próxima semana.





































