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Consultora tributária e financeira

Mitos e verdades sobre dinheiro

Design Dolce sob imagem por José Moraes em Canva

Planeje, organize e transforme sua relação com o dinheiro

O relógio marca 8h da manhã. A cidade acorda, os ônibus e carros se misturam no trânsito, e você percebe que, mesmo com o salário na conta, o dinheiro parece evaporar antes do mês acabar. Quantas vezes você já se pegou pensando: “Por que nunca sobra nada?”

A resposta não está no quanto você ganha, mas nos mitos que carregamos sobre dinheiro. Eles nos cercam silenciosamente, moldando decisões que, muitas vezes, nos afastam da liberdade financeira. Hoje, vamos desmistificar alguns deles e mostrar como hábitos simples podem transformar sua relação com o dinheiro.

Mito 1: “Investir é só para ricos”

Muitos acreditam que é preciso ganhar muito para começar a investir, mas isso é falso. Começar cedo, mesmo com pequenos valores, faz diferença. Imagine colocar R$50 por mês em um investimento simples, que rende consistentemente ao longo de anos. O resultado pode surpreender. A chave está na disciplina: investir não é um golpe de sorte, é uma prática diária, consciente e estratégica.

Exemplo prático: você opta por investir R$100 por mês no Tesouro Direto. Em 5 anos, sem contar aportes extras, o dinheiro já terá crescido significativamente, mostrando que pequenos hábitos criam grandes resultados.

Design Dolce sob imagem por Brenda Rocha Blossom em Canva

Mito 2: “Cartão de crédito é inimigo do bolso”

O cartão de crédito é muitas vezes visto como vilão, mas ele não é o problema. O problema é a falta de planejamento. Quando usado com consciência, pode trazer benefícios como cashback, pontos e um histórico financeiro positivo.

Dica: anote todos os gastos e defina limites mensais. Tratar o cartão como uma ferramenta e não como dinheiro extra faz toda a diferença. Cada centavo gasto deve ter propósito e consciência.

Mito 3: “Poupança é o melhor lugar para guardar dinheiro”

Segurança não significa estagnação. Guardar dinheiro na poupança é cômodo, mas raramente supera a inflação. Hoje, existem alternativas simples e seguras, como Tesouro Selic, CDBs ou fundos de investimento, que protegem e multiplicam seu patrimônio.

Exemplo prático: imagine que você coloca R$500 por mês na poupança durante um ano. Ao final, o rendimento pode nem cobrir a inflação. Com investimento em Tesouro Selic, você protege seu dinheiro e ainda acumula mais valor no mesmo período.

Mito 4: “É preciso ganhar muito para ter controle financeiro”

Controle financeiro depende de atenção, não de renda. Saber quanto entra, quanto sai e para onde o dinheiro vai transformar hábitos e abre caminhos. Planejamento e disciplina falam mais alto do que salários altos.

Exemplo prático: uma pessoa com salário médio que registra todos os gastos, cria metas e faz planejamento consegue poupar e investir mais do que alguém que ganha o dobro, mas gasta de forma desorganizada.

Design Dolce sob imagem por Brenda Rocha Blossom em Canva

Pequenos hábitos que fazem grande diferença:

  • Anotar todos os gastos e receitas;
  • Evitar compras impulsivas, principalmente no cartão;
  • Revisar mensalmente suas metas financeiras;
  • Planejar investimentos e diversificar;
  • Revisar periodicamente contratos, assinaturas e despesas fixas;
  • Definir prioridades financeiras: o que é necessidade e o que é desejo.

No fim, a verdade é clara: dinheiro é ferramenta, não destino. Pequenos hábitos diários constroem segurança, liberdade e possibilidades reais. E como em qualquer boa narrativa, o protagonista é você. Cada escolha molda o final.

O segredo é simples: planeje, organize e transforme sua relação com o dinheiro. Quando você entende o poder das suas decisões financeiras, o dinheiro deixa de ser problema e se torna aliado.

Os artigos assinados não representam, necessariamente, a opinião do Portal. Sua publicação é no sentido de informar e, quando o caso, estimular o debate de questões do cotidiano e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo

Val Tavares é consultora tributária e financeira. Contadora com pós-graduação em Finanças pelo Mackenzie, é CEO da Mainá Contábil e atua há mais de 20 anos no mercado ajudando empresas a otimizar sua gestão fiscal com estratégias para alavancar resultados financeiros positivos

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Imagem por Marcos Kulenkampff em Canva Fotos

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