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Maternidade pós 40 alerta para a importância da preparação da mulher

Design Dolce sob imagem por sianstock em Canva

Especialistas em saúde da mulher reforçam que os cuidados precisam acompanhar a paciente desde o momento em que ela decidir engravidar, para garantir a manutenção da saúde física e mental

Mulheres maduras, decididas e bem-sucedidas, que se aproximam ou já entraram na casa dos 40 anos, têm algo em comum: o desejo de se tornarem mães e os desafios de engravidar numa idade considerada avançada pela medicina, em função das mudanças fisiológicas no corpo da mulher, identificadas a partir dessa idade. O relógio biológico é implacável, mas o avanço da tecnologia e a busca por um estilo de vida cada vez mais saudável têm adiado o fim do período reprodutivo em muitas mulheres, o que significa que muitas vêm optando por engravidar perto ou após os 40 anos, para garantir segurança financeira, estabilidade de vida e uma dedicação maior à maternidade.

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam queda no número de nascimentos no Brasil entre 2018-2022, na faixa etária que vai dos 20 aos 39 anos. Por outro lado, o número de nascimentos de bebês de mães ente 40 e 49 anos cresceu 16,8% no mesmo período. Para a ginecologista e obstetra Isabela Simionatto, essa é uma mudança expressiva na sociedade e que precisa ser acompanhada de perto. “Estamos falando de mulheres jovens e que embora ativas, já apresentam alterações no funcionamento do organismo e elas precisam ser orientadas da melhor maneira. É lindo ver uma mulher madura grávida, realizando o sonho de ser mãe, mas ela precisa de uma equipe interdisciplinar dando todo o suporte”, explica a médica.

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Os desafios de uma gestação tardia são muitos e impactam a saúde física e mental das mulheres. A oscilação hormonal é presente nesta faixa etária e pode provocar questionamentos mais profundos e sensações intensas entre as mulheres. Riscos de complicações na gestação, como hipertensão e pré-eclâmpsia, diabetes gestacional e parto prematuro. Ana Carolina Massarotto, ginecologista e obstetra, explica que esses riscos podem ser evitados e controlados com o acompanhamento médico rigoroso. “O trabalho da equipe interdisciplinar é justamente garantir que a mulher madura seja bem assistida durante esse processo. Tudo devem ser observado e cuidado”, reforça a médica. Isabela Simionatto também alerta para a necessidade da mudança de hábitos para a manutenção da qualidade de vida. “Naturalmente, a mulher nesta faixa etária precisa olhar com mais cuidado para os hábitos de vida. Quando ela decide engravidar, a atenção precisa ser redobrada aos três pilares: sono de qualidade, atividade física direcionada e alimentação equilibrada”, explica a médica.

A gestação tardia, pós 40 anos, tem se apresentado como uma tendência no Brasil e é importante destacar que esse pode ser um reflexo socioeconômico, afinal, de acordo com o IBGE, a ocupação das mulheres é menor em casas com crianças de até 3 anos, o que pode explicar o fato pelo qual muitas optam por engravidar num momento que tende a ser mais estável. “Muito difícil falar em equilíbrio na vida da mulher quando ela decide ser mãe, porque tudo muda e ela passa a ter obrigações que, num primeiro momento, são dela, como amamentar. A mulher precisa ser profissional, esposa, filha, irmã, dona de casa, mãe e equilibrar todos esses pratinhos. De fato, é uma jornada árdua e que pode ser mais leve na maturidade”, pondera Isabela.

Design Dolce sob imagem por Leah Newhouse em Pexels

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O mês de março, tradicionalmente conhecido pelo olhar mais sensível às causas femininas traz mais este alerta, de que a mulher madura está apta a realizar os sonhos, especialmente o de ser mãe, mas é fundamental que tenha o suporte adequado para enfrentar os desafios que chegam, como explica Ana Carolina Massarotto. “Independentemente de qualquer escolha, decisão, dificuldade ou diagnóstico, a mulher precisa ser ouvida e acolhida. Esse é o primeiro passo para que ela se sinta segura e compreenda que ela pode o que quiser”, finaliza a médica.

Ana Carolina Massarotto é médica graduada pela Faculdade de Medicina da PUC-Campinas, CRM Ginecologista e Obstetra pelo Hospital e Maternidade Celso Pierro da PUC-Campinas, especializada em endoscopia ginecológica pelo Hospital das Clínicas – USP, em Ribeirão Preto. Mestre em Ciências e Saúde pela PUC-Campinas, com a dissertação “Radioterapia parcial e acelerada de mama utilizando braquiterapia de alta taxa de dose para pacientes com estádio inicial de câncer de mama: análise uni-institucional (CRM 140.915 | RQE 85.445).

@ana.massarotto_go

Isabela Simionatto é médica graduada pela Faculdade de Ciências Médicas de Santos, CRM 162.975. Ginecologista e Obstetra pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, especializada em Medicina Fetal. É titulada pela Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (CRM 162.975 | RQE 76.990).

@dra.isabelasimionatto

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Imagem por Marcos Kulenkampff em Canva Fotos

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