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Mãe solo e atípica, terapeuta integrativa e escritora. Acredita no poder do acolhimento e das histórias para transformar a maternidade em uma jornada mais leve.

O ano que chega, a mulher que permanece

Não é o calendário que precisa mudar, mas nossa percepção, nosso interior

Há uma expectativa no ar. Um cheiro de promessa e um sussurro quase universal de “ano novo, vida nova”. Os fogos estão prontos para estourar no céu, as listas de metas começam a ser esboçadas em cadernos ainda limpos, e parece que o mundo inteiro combina de virar uma página.

Mas nós, mulheres e mães, sabemos que a vida não vem em capítulos tão bem definidos assim.

Para nós, a virada não acontece à meia-noite do dia 31. Ela acontece no silêncio de uma madrugada onde os pensamentos não nos deixam dormir. Acontece na coragem de dizer “não posso” no trabalho, para poder dizer “estou aqui” em casa. Acontece no instante em que trocamos o “eu devia” pelo “eu escolho”.

O verdadeiro recomeço não vem com a contagem regressiva de um ano para o outro. Ele pode acontecer a qualquer momento, tudo depende das nossas escolhas. Ele nasce no olhar interno que decidimos ter a partir do “hoje”. Porque quando a mulher dentro de nós se transforma, todo o universo ao nosso redor acompanha o movimento e tudo que desejamos começa a acontecer como num passe de mágica.

Imagem de freepik

Não é o calendário que precisa mudar, mas nossa percepção, nosso interior.

Para a mãe, isso pode significar trocar a culpa por compaixão. Em vez de “não fiz o suficiente”, mude para o “fiz o que pude, com o que tinha”. É entender que a memória afetiva que seus filhos vão guardar não será do jantar perfeito, mas do abraço que os acalmou depois de um dia difícil.

Para a profissional, pode ser a ousadia de trocar a pressão pela presença. Fazer menos, mas com mais sentido. Priorizar o que importa de verdade, e não o que grita mais alto. Às vezes, o maior ato de coragem no trabalho é respeitar nosso próprio ritmo humano, em um mundo que pede produção robótica.

E para a mulher, ah, para a mulher que habita em você, em nós… Pode ser o compromisso de ouvir mais nossos próprios sussurros. De honrar o cansaço e nos permitir descansar sem culpa, de celebrar as pequenas vitórias e lembrar, todos os dias, que não somos apenas um conjunto de funções. Somos seres completos, em constante evolução e merecemos viver nossa essência!


Imagem de freepik

O ano novo não traz a mudança. Ele traz o convite para que sejamos a mudança. Para que encontremos essa mudança dentro de nós mesmas, seja num pequeno gesto ou nos grandes sonhos, ela deve começar em nossa mente, nossa alma.

Talvez sua meta para 2026 não seja conquistar o mundo. Talvez seja, simplesmente, se reconquistar. Pedaço por pedaço, dia após dia. Recuperar a paciência que se perdeu no cansaço, a criatividade que se abafou na rotina, a fé que vacilou nos desafios.

Então, quando os fogos iluminarem o céu, não olhe apenas para cima. Olhe para dentro. E faça a si mesma a única pergunta que importa: que mulher eu escolho ser a partir de agora?

Que ela seja mais gentil consigo mesma. Mais sábia com seu tempo. Mais corajosa com seus limites. Mais presente em seus próprios sonhos.

E se isso não acontecer no início do ano, refaça essa pergunta todos os dias em que se sentir esgotada, incapaz ou não merecedora, pois o recomeço não depende de uma data, e sim da decisão!


Imagem de freepik

Porque quando essa mulher floresce, tudo ao seu redor – os filhos, o lar, o trabalho, a vida – encontra uma nova e mais bonita maneira de florescer junto.

Que 2026 seja, acima de tudo, o ano do reencontro. O ano em que, no silêncio do seu coração, você encontre a sua força, sua paz e sua luz que sempre estiveram lá, esperando apenas por sua escolha e permissão para brilhar.

Feliz Ano Novo… de dentro para fora.

Da sua amiga, Gisele.

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Os artigos assinados não representam, necessariamente, a opinião do Portal. Sua publicação é no sentido de informar e, quando o caso, estimular o debate de questões do cotidiano e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo

Gisele Ribeiro é autora do livro ”Diário de uma mãe nada especial” obra em que desmistifica a maternidade idealizada e compartilha sua transformação pessoal e profissional. É terapeuta integrativa e criadora da mentoria Conversa Materna, um espaço de acolhimento para que cada mãe possa recriar sua própria história.

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Imagem por Marcos Kulenkampff em Canva Fotos

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