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Estilista, designer e especialista em Luxury Branding Fundadora do Studio Van Lyz

A inteligência artificial é o novo ícone da moda

A inteligência artificial deixou de ser apenas uma tendência tecnológica para se tornar uma das maiores revoluções da história da moda contemporânea

Olá, meu querido leitor e amiga leitora da Dolce Fashion!

Esta semana resolvi escrever sobre esta grande parceria que já deu certo no mundo da moda, a inteligência artificial unida à criação e desenvolvimento de grandes projetos de marcas e estratégias do mundo fashion.

A inteligência artificial deixou de ser apenas uma tendência tecnológica para se tornar uma das maiores revoluções da história da moda contemporânea. Das passarelas de Paris aos laboratórios criativos das grandes maisons internacionais, a IA já faz parte da nova estrutura estratégica do luxo global, e como eu digo, a criatividade agora tem materialização mais rápida e novos conceitos de idealização.

Marcas como Louis Vuitton, Dior, Gucci, Balenciaga e Burberry vêm utilizando inteligência artificial para compreender comportamento de consumo, prever tendências e criar experiências cada vez mais personalizadas para seus clientes. E por que isso? Muito fácil meus queridos amigos e amigas da Dolce Fashion, o mundo da moda está cada vez mais ágil em seus processos e tecnologia, também na parte de sustentabilidade, descobrir o que está acontecendo simultaneamente no mundo está nas mãos dos grandes profissionais que economizam tempo de criação, fabricação e entrega.

O universo fashion entrou oficialmente na era da moda inteligente.

Hoje, algoritmos conseguem analisar milhões de informações em tempo real, desde redes sociais até movimentos culturais globais, identificando desejos e tendências antes mesmo que cheguem às vitrines. Empresas como Zara e H&M já utilizam sistemas avançados de IA para prever demanda, controlar estoques e desenvolver coleções com velocidade impressionante.

Mas é no segmento do luxo que essa transformação ganha contornos ainda mais sofisticados.

A Dior e a Moncler vêm investindo em experiências digitais exclusivas e atendimento personalizado através de inteligência artificial. Plataformas inteligentes conseguem sugerir peças específicas para o estilo de vida de cada cliente, criar jornadas de compra individualizadas e transformar o atendimento em uma experiência emocional altamente refinada. Fiz algumas pesquisas nestas grandes marcas e se percebe que o luxo está cada vez mais atuante nas esferas personalizadas, criando o vínculo emocional, o apelo ao exclusivo e ao diferencial da marca.

Enquanto isso, a Nike utiliza IA para estudar performance, comportamento e customização de produtos, conectando tecnologia, moda e esporte em uma nova dimensão de consumo, usando experiências de imersão estratégica para compras bem direcionadas a cada perfil de seus clientes. Um sucesso!

Outro movimento que vem chamando atenção da indústria internacional é o crescimento das campanhas híbridas produzidas com inteligência artificial. A H&M já iniciou experiências com “gêmeos digitais” de modelos reais, enquanto marcas como Prada e Coperni exploram desfiles tecnológicos, imagens geradas digitalmente e fashion filmes criados parcialmente com IA. Se percebe a substituição rápida, onde antes se levavam semanas contratando modelos, fotógrafos, preparando toda uma campanha, agora o processo com a IA reduz trabalho, tempo e nova percepção de apresentações e mídias.

A tecnologia também passou a influenciar diretamente os processos criativos. Hoje, estilistas utilizam inteligência artificial para desenvolver moodboards, estudar combinações de cores, testar modelagens e criar simulações visuais em 3D antes mesmo da produção física das peças. O conceito de “criatividade aumentada” tornou-se uma das expressões mais fortes dentro das semanas de moda internacionais.

No entanto, em meio a toda essa inovação, cresce também uma valorização profunda do humano.

Curiosamente, quanto mais tecnológica a moda se torna, maior parece ser o desejo global pelo artesanal, pela autenticidade e pela emoção real. Bordados manuais, peças autorais, técnicas tradicionais e identidade cultural passaram a representar o verdadeiro luxo contemporâneo. Eu, como design do luxo, uso a IA para me facilitar alguns processos, mas considero o “hecho a mano” como algo único e mais valorizado no mercado da moda.

O mercado internacional começa a compreender que o futuro não será construído apenas por algoritmos, mas pelo equilíbrio entre inteligência tecnológica e sensibilidade humana.

A inteligência artificial pode acelerar processos e ampliar possibilidades criativas, mas ainda existe algo impossível de ser automatizado: emoção, identidade e visão autoral.

E talvez seja exatamente esse o novo luxo da moda mundial. Amei estar aqui com vocês.

Um grande abraço e nos vemos na próxima semana.

Os artigos assinados não representam, necessariamente, a opinião do Portal. Sua publicação é no sentido de informar e, quando o caso, estimular o debate de questões do cotidiano e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo

Marlize Baierle é estilista, empresária de moda, designer e especialista em Luxury Branding, iniciou sua carreira no mercado de luxo em Milão na criação de joias e roupas, especialmente com peças exclusivas para noivas e guarda roupas personalizados, com atenção voltada às tendências globais. Graduada em artes, destacou-se no sul do país como produtora de casamentos e eventos corporativos e hoje divide sua agenda entre Santiago, no Chile e São Paulo, atuando como consultora de branding e etiqueta corporativa com olhar e toque especial que buscam sempre a elegância e um diferencial de destaque no interesse de seus clientes. É fundadora do Studio Van Lyz que trabalha na valorização da exclusividade e estética refinada.

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Imagem por Marcos Kulenkampff em Canva Fotos

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