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É errando que se aprende, será mesmo?

Design Dolce sob imagem por Altayb em Canva

Colaboradores precisam de mais espaço e autonomia para realizarem suas tarefas e até mesmo, para cometerem erros

Por Pedro Signorelli

Na esmagadora maioria das empresas com as quais trabalho, percebo que diversos colaboradores têm medo de errar quando estão realizando alguma tarefa, diante do receio de serem repreendidos (na frente dos colegas ou não) e até mesmo serem demitidos da empresa ou, no mínimo, serem taxados e rotulados. O ponto é que, esse medo pode ser paralisador e impedir que ao menos tentem fazer o que pretendiam inicialmente: propor uma nova ação, sugerir um novo direcionamento ou apenas dar uma ideia.

Dados de uma pesquisa feita pela Pulses, plataforma de soluções de clima organizacional, apontam que 54% dos colaboradores que foram entrevistados acreditam que irão sofrer algum tipo de represálias caso cometam falhas na empresa. A pesquisa contou com a participação de mais de 2 mil respondentes de empresas de diferentes portes e segmentos e teve como objetivo avaliar a existência de segurança psicológica nas organizações.

Design Dolce sob imagem por patpitchaya em Canva

Os dados mostrados na pesquisa vão diretamente ao encontro do que eu estou falando. E neste sentido, sinto que é papel da gestão criar um ambiente de trabalho seguro nas empresas, onde os colaboradores sintam que podem compartilhar e trocar informações sem julgamentos. Tenho certeza de que essa mobilização por parte da liderança vai impactar de forma positiva os integrantes do time, que irão tentar e – errar – mais.

Por essa razão, recomendo a adoção de uma gestão por OKRs – Objectives and Key Results (Objetivos e Resultados Chaves) -, pois vai possibilitar que os colaboradores tenham mais espaço e mais autonomia para realizarem suas tarefas e até mesmo para cometerem erros, e isso vai possibilitar que se alcance resultados melhores do que o esperado, para além do que se planejou.

Design Dolce sob imagem por Sergei Chuyko em Canva

Neste sentido, se um processo é bem conhecido e dominado dentro da empresa, de fato devemos ter pouca margem de erro. Agora, se estamos tentando alguma coisa nova, mesmo que seja para um processo bem conhecido, o erro é bem-vindo, de certa maneira, porque vamos passar a conhecer algumas maneiras de não fazer e, se documentarmos adequadamente, os próximos que vierem não precisarão cometer os mesmos erros.

Então, quando são erros diferentes, pode significar que possibilidades distintas estão sendo testadas, o que é um bom sinal. Conhece o método de ‘tentativa e erro’? Muitas vezes, esse pode ser o melhor caminho para gerar um aprendizado para toda e equipe, e ao utilizar a ferramenta do OKRs, garantir que estejam sempre trabalhando por resultados, com foco e clareza para obter o sucesso desejado.

Os artigos assinados não representam, necessariamente, a opinião do Portal. Sua publicação é no sentido de informar e, quando o caso, estimular o debate de questões do cotidiano e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo

Pedro Signorelli é um dos maiores especialistas do Brasil em gestão, com ênfase em OKRs. Já movimentou com seus projetos mais de R$ 2 bi e é responsável, dentre outros, pelo case da Nextel, maior e mais rápida implementação da ferramenta nas Américas. Mais informações acesse Gestão Pragmática

Colaboração da pauta:

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Imagem por Marcos Kulenkampff em Canva Fotos

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