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O empreendedorismo feminino não pede licença, ele lidera!

Imagem em Freepik

Mesmo que ainda enfrentamos estigmas, julgamentos e estruturas que precisam ser repensadas

Por Daniela Marchiori

Quando olho para trás e vejo a trajetória que trilhei ao longo de mais de 25 anos no setor financeiro, é impossível não reconhecer o quanto essa caminhada foi marcada por desafios — mas também por conquistas que me enchem de orgulho. Ser mulher em um ambiente historicamente dominado por homens nunca foi simples. Mas foi justamente nesse cenário que encontrei a motivação para fazer diferente, construir novos caminhos e abrir portas para outras mulheres que, como eu, sonham em ocupar espaços de liderança.

Minha carreira começou em grandes instituições financeiras e foram esses anos de atuação que me deram não apenas uma base sólida, mas me colocaram frente a frente com uma realidade dura: a ausência de representatividade feminina em cargos estratégicos. Eu via mulheres extremamente competentes ao meu redor, mas que, muitas vezes, não recebiam o mesmo reconhecimento ou oportunidades. E essa constatação me marcou profundamente.

Acredito que foi essa inquietação que me impulsionou ao empreendedorismo. Queria mais do que crescer dentro de estruturas já estabelecidas, eu queria participar da construção de algo novo, de um modelo de negócio que refletisse meus valores e minha visão de futuro.

Imagem em Freepik

Após mais alguns anos de trabalho – e idealização de um projeto com pessoas que pensavam como eu [e que hoje são meus sócios] -, parti para a área do empreendedorismo e os desafios foram muitos, mas a empreitada deu certo! 

Quando assumi como CEO, sabia que o desafio era enorme. Estávamos no mercado financeiro que por natureza é altamente competitivo, tradicional e ainda pouco aberto à inovação. Mas também enxerguei aí uma oportunidade: trazer uma abordagem digital, tecnológica e colaborativa, combinando a experiência de profissionais consagrados com soluções disruptivas. Apostamos em um modelo mais ágil, acessível e transparente e foi essa estratégia que nos levou para o hall de grandes empresas de câmbio do Brasil.

Mas o que me dá ainda mais satisfação é ver que, junto com os resultados financeiros, conseguimos também promover mudanças culturais importantes dentro da empresa. Construímos um ambiente que valoriza a diversidade, incentiva a igualdade de gênero e acolhe diferentes perspectivas. Porque acredito, profundamente, que uma liderança forte se faz com pluralidade.

Imagem em Freepik

Ser mulher e líder no setor financeiro continua sendo desafiador. Ainda enfrentamos estigmas, julgamentos e estruturas que precisam ser repensadas. Mas se tem algo que aprendi ao longo dessa jornada é que a transformação é possível — e começa com atitudes concretas, com a coragem de questionar o status quo e com o compromisso de abrir caminhos para quem vem depois.

Hoje, uso minha voz e minha posição para fomentar o protagonismo feminino, não como um favor ou uma concessão, mas como uma necessidade estratégica e humana. Diversidade gera valor, e empresas que entendem isso não apenas evoluem — elas lideram o futuro. Minha trajetória é, ao mesmo tempo, individual e coletiva. Ela carrega a força de muitas mulheres que vieram antes de mim e que lutaram para que eu pudesse estar aqui. E é por elas — e pelas que virão — que sigo adiante, com a convicção de que podemos, sim, transformar o mercado financeiro em um espaço mais justo, inovador e inclusivo.

Os artigos assinados não representam, necessariamente, a opinião do Portal. Sua publicação é no sentido de informar e, quando o caso, estimular o debate de questões do cotidiano e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo

Divulgação
Daniela Marchiori é CEO da Frente, ecossistema de soluções financeiras e tecnológicas composta pela Frente Corretora – segunda maior corretora de câmbio do País de acordo com o Bacen -, FrenteTech, Frente USA, Simple e Comm.Pix.

Colaboração da pauta:

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Imagem por Marcos Kulenkampff em Canva Fotos

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