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Quais cuidados devemos ter na hora da garimpagem em brechós

Design Dolce sob imagem por Dragon Images em Canva

Especialista alerta para itens com defeitos ocultos, tecidos desgastados e peças remendadas podem transformar a "pechincha" em prejuízo

Os brechós se consolidaram como uma alternativa cada vez mais popular para quem busca economia, estilo e consumo consciente. No entanto, apesar da proposta sustentável, é preciso atenção redobrada para não cair em ciladas. Nem toda peça vale a pena e os defeitos nem sempre estão visíveis à primeira vista.

De acordo com Marcia Jorge, stylist, figurinista e consultora de marca pessoal, a moda circular, obriga o consumidor a adotar uma postura criteriosa na hora de comprar roupas de segunda mão: “O brechó pode ser um paraíso de achados incríveis, mas também esconde armadilhas. Saber avaliar a peça com atenção é essencial para garantir que o barato não saia caro”.

Antes de levar qualquer roupa para casa, é essencial verificar os botões, zíperes e costuras. Um botão faltando pode parecer um detalhe simples, mas encontrar um modelo idêntico nem sempre é possível, e o reparo pode sair caro. O mesmo vale para zíperes emperrados ou tortos, que exigem substituição, especialmente custosa em vestidos e jaquetas.

Design Dolce sob imagem por Sol Stock em Canva

As regiões das axilas, golas e punhos merecem atenção especial. Manchas causadas por suor ou desodorante, por exemplo, são difíceis de remover, mesmo com produtos específicos. A dica é sempre observar a peça em luz natural e verificar se há sinais de uso excessivo.

Costuras desgastadas ou desalinhadas comprometem a durabilidade da peça. Passar o dedo pelas principais linhas de costura e observar o avesso pode revelar remendos mal-feitos ou consertos que comprometem a estrutura da roupa.

Tecido com aparência áspera, brilho estranho ou sem elasticidade indica desgaste. Nas peças de malha, vale fazer o “teste do estica”: puxe levemente e veja se o tecido retorna ao formato original. Se não voltar, a peça pode deformar no uso.

Fivelas, botões de metal, elásticos e colchetes devem estar em bom estado. Itens enferrujados ou com aspecto esverdeado podem manchar a roupa e até a pele. Elásticos ressecados também indicam fim da vida útil do produto.

Segundo Marcia Jorge, nem todo defeito significa que a compra deve ser descartada. “Um botão solto, uma barra descosturada ou uma pequena mancha em local discreto podem ser facilmente resolvidos. O importante é entender se o custo-benefício realmente compensa”, orienta a consultora.

Design Dolce sob imagem por Beeldbewerking em Canva

Por outro lado, roupas com manchas em áreas como axilas, zíperes danificados, costuras principais soltas, tecidos esgarçados ou odores persistentes devem ser evitadas. Para quem compra pela internet, a recomendação é pedir fotos de todos os ângulos e detalhes. “Se o vendedor se recusar a mostrar, desconfie. Transparência é essencial”, alerta. Outro sinal de alerta é o preço muito abaixo do normal, que pode indicar defeitos ocultos ou até procedência duvidosa.

Ao receber a peça, é importante prová-la imediatamente, testar a mobilidade e, principalmente, lavar antes do uso. “Mesmo que a roupa pareça limpa, é fundamental higienizar antes de misturar com outras peças do guarda-roupa”, reforça.

Os brechós são aliados poderosos na luta contra o consumo excessivo e o desperdício têxtil. No entanto, como em qualquer compra, é preciso fazer escolhas conscientes. “Garimpar em brechó é um investimento inteligente. Uma peça de qualidade pode durar muitos anos. Mas é preciso critério para não transformar a economia em dor de cabeça”, finaliza a especialista.

Marcia Jorge é stylist, figurinista e consultora de marca pessoal com uma trajetória marcante no mercado da moda desde 1998. Psicóloga de formação, uniu sua expertise em imagem e comportamento para transformar o ato de vestir em uma poderosa ferramenta de autoconfiança e expressão pessoal.
Reconhecida por seu olhar apurado e curadoria minuciosa, assinou figurinos para grandes campanhas publicitárias e editoriais de moda no Brasil e no exterior. Já atendeu marcas como Grupo Boticário, Avon, Romanel, Ibramed, Amanco, Coca-Cola e Porto Seguro, além de atuar por muitos anos em estúdios fotográficos como responsável pela construção de imagens de impacto. Foi colunista de moda do Portal Terra e colaboradora de diversos veículos de comunicação, com aparições recorrentes no programa “Mais Você”, com Ana Maria Braga. Sua abordagem vai além da estética. Márcia acredita que a moda deve ser leve, libertadora e acessível, ajudando pessoas a se reconectarem com sua identidade e bem-estar.

@marciajorge___

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Imagem por Marcos Kulenkampff em Canva Fotos

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