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Designer e arquiteto de interiores

Como identificar se um objeto é apenas usado, uma antiguidade ou uma peça de design

Descubra o que torna uma peça comum em um item de valor histórico ou artístico

Ao comprar ou vender um móvel ou objeto, é comum não sabermos seu real valor de mercado — muitas vezes por não conseguirmos identificar corretamente a categoria à qual ele pertence. A função de uma peça pode até mudar dependendo do espaço onde é inserida e do contexto em que está.

Um item usado é aquele que já teve um ou mais proprietários e não é novo. Pode ter passado por intervenções em sua estrutura ou acabamento para se adaptar a diferentes ambientes. Além disso, sua reutilização contribui para a sustentabilidade, pois mantém a madeira em circulação e ajuda a preservar o ecossistema.

Seu valor costuma ser mais acessível, especialmente quando adquirido diretamente com o proprietário ou em lojas especializadas. Em geral, o preço pode ser até 50% menor em comparação a um item novo.

Peças antigas carregam valor histórico, artístico, cultural e emocional. Muitas vezes são feitas à mão com técnicas artesanais e passam de geração em geração, mantendo marcas do tempo e uma originalidade que deve ser preservada.

Considera-se “antigo” um móvel com mais de 100 anos. Essas peças criam um contraste elegante com elementos contemporâneos, conferindo personalidade e sofisticação ao ambiente. São muito valorizadas por colecionadores e decoradores.

Dentro desse universo, há três subcategorias:

Antigo: peças com mais de 100 anos, originais da época.

Vintage: itens fabricados entre 20 e 100 anos atrás, que representam estilos específicos de determinada época.

Retrô: peças novas, produzidas atualmente, mas com design inspirado em décadas passadas — como os móveis com pés palito dos anos 50 e 60.

Já os móveis de design são criados por profissionais que unem estética e funcionalidade para produzir obras com valor artístico, autenticidade e alta qualidade.

Produzidas em pequena escala, essas peças carregam a assinatura do designer e contam com conceito e história próprios. São feitas com materiais nobres e acabamento refinado, pensadas para durar e permanecer atemporais na decoração.

E então, conseguiu identificar o que você tem em casa? Quem sabe você esteja convivendo com uma peça valiosa sem saber!

See You Soon!

Imagens cedidas por Paulo Di Mello

Os artigos assinados não representam, necessariamente, a opinião do Portal. Sua publicação é no sentido de informar e, quando o caso, estimular o debate de questões do cotidiano e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo

Paulo Di Mello é designer e arquiteto de interiores com trabalhos reconhecidos no Brasil e exterior e destaque em publicações como “Revista CasaCor“, “Revista Decorar”, “Portilato USA” e “Miami Beach Interior Design”. Busca agregar em seus trabalhos a identidade de seus clientes, criando trabalhos personalizados. Tem especialização em projetos voltados para a inclusão social, em especial para estabelecimentos comerciais, o que lhe permite emitir um selo de acessibilidade.

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Imagem por Marcos Kulenkampff em Canva Fotos

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