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Psicóloga Comportamental e Cognitiva, Neuropsicóloga, Psicopedagoga

Devemos intervir nas amizades dos filhos ou darmos a eles exemplos para que compreendam o que é uma boa amizade?

Design Dolce sob imagem por Pixelshot em Canva

Crianças devem entender que os amigos de verdade são aqueles que não tentam nos prejudicar, mas que nos apoiam, gostam da gente e nos respeitam

Os artigos assinados não representam, necessariamente, a opinião do Portal. Sua publicação é no sentido de informar e, quando o caso, estimular o debate de questões do cotidiano e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo

Ao conversar com os pais no consultório sempre ouço reclamações sobre uma criança na classe do filho que tem um comportamento muito negativo: é agressivo, brigão, manipulador ou desobediente. Essas crianças são muito malvistas pelos pais que acabam pedindo aos filhos que não se juntem a elas. Nestes momentos sempre pedem orientação do que fazer.

As dicas que costumo dar:

1 – O primeiro passo é perguntarmos se realmente é uma má influência para o nosso filho. Podemos convidá-lo para casa e passar um tempo com a criança ou com os seus pais para comprovar os seus valores, se são parecidos com os nossos, se é uma criança travessa ou se poderia levar o seu filho por um caminho não desejado mesmo ou colocá- lo em uma situação desconfortável.

2 – Não proibir sem dialogar. Se dermos uma proibição expressa contra a criança é provável que nosso filho ou filha se rebele contra esta regra e continue brincando com o amiguinho que não desejamos. No entanto, se tivermos um trabalho constante em fazer com que o nosso filho veja, com exemplos de coisas que já ocorreram, que esse amigo não é bom para ele, essa mensagem será entendida.

Design Dolce sob imagem por Aflo Images em Canva

3 – Se o suposto ‘amigo’ agredi-lo de forma repetida é necessário intervir e falar com a escola ou com os pais para que fiquem cientes do que acontece e possam dar um fim a essa situação.

Seja como for, devemos explicar às crianças o que é amizade, para que entendam e compreendam quando um amigo é bom ou ruim. Devem saber que os amigos de verdade são aqueles que não tentam nos prejudicar, mas que nos apoiam, gostam da gente e nos respeitam.

Para que a criança aprenda sobre o valor da amizade, é necessário gerar nelas, noções, conhecimentos, habilidades, emoções, vivências, sentimentos e que a preparemos para viver com harmonia e respeito.

As crianças devem saber quem é um bom amigo e por que, como se comportam os bons amigos, e como manter uma boa amizade. Devem aprender que um bom amigo pode ser para sempre, e que para isso é necessário cultivar e alimentar a amizade, dia após dia, na escola, no parque, na vizinhança, etc. O contato com os iguais faz com que o universo da criança seja ainda mais grandioso e rico. Através do outro, a criança pode aprender sobre o mundo e sobre si mesma.

Design Dolce sob imagem por FG Trade Latin em Canva

Os bons amigos:

– Buscam reconciliação quando raramente brigam com seus amigos;

– Compartilham seus brinquedos com as outras crianças;

– Conversam e atendem aos outros;

– Quando ajuda a um companheiro que tenha feito algo ruim, explica-lhe o incorreto e sua correta atuação;

– Se preocupa com seus amigos e se esforça para fazer algo útil em benefício dos amigos;

– Anima o amigo quando está triste;

– Alegra-se com as conquistas positivas dos outros;

– Convida seus amigos para brincarem na sua casa;

– Preocupa-se quando algum amigo está ferido ou doente e vai visitá-lo;

– Demonstra afeto e carinho pelos seus amigos.

Quando a criança consegue perceber quem é bom e quem é ruim com ela naturalmente se afastará de quem não é boa companhia se esta não se modificar quando explicar que o que está fazendo constantemente o prejudica.

O importante é os pais mostrarem esta diferença e uma boa forma é mostrar através de histórias infantis, filmes, desenhos etc.

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Mineira de Poços de Caldas, Cynthia Wood Passianottoé formada pela Universidade São Marcos, com especialização em Neuropsicologia e em diversas outras áreas que focam na formação infantil e adolescente. Mãe de 2 filhos, casada com o também psicólogo Luciano Passianotto, Fundou e dirige o espaço Crescendo e Aprendendo no Morumbi, no qual se dedica no trabalho educacional e de orientação à educação de crianças e adolescentes há mais de 20 anos.

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Imagem por Marcos Kulenkampff em Canva Fotos

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