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Designer e arquiteto de interiores

Cloud Dancer: o branco etéreo e polêmico eleito Cor do Ano 2026 pela Pantone

Escolha divide opiniões e inspira novas possibilidades na decoração e arquitetura

Quais são as cores que você mais gosta? Essa é uma das primeiras perguntas que fazemos a um cliente ao iniciar um projeto de interiores. Afinal, a paleta de cores é o DNA de um espaço.

Nesta semana, o mundo do design foi sacudido pela escolha da Pantone para a Cor do Ano 2026: Cloud Dancer, um branco etéreo que dividiu opiniões. Para contextualizar, a Pantone é a empresa americana que criou o Pantone Matching System (PMS), uma linguagem universal das cores usada por designers, arquitetos, profissionais da moda e da indústria gráfica para garantir que uma tonalidade seja reproduzida fielmente em qualquer material ou processo.

A escolha de Cloud Dancer gerou controvérsia global. Muitos profissionais criticaram a decisão, chamando-a de “falta de criatividade”, “cor de hospital” ou “cor de apartamento alugado”. Afinal, o branco sempre esteve presente e continuará vendendo, seja em 2026 ou em qualquer outro ano.

Grande parte das críticas veio de profissionais jovens, o que faz sentido: eles buscam cores vibrantes, energéticas, que estimulem os sentidos e dialoguem com o lifestyle digital e dinâmico das novas gerações. Um fundo branco, para muitos, não combina com a estética de likes e reels coloridos.

Mas será que o branco merece tanta resistência? O Cloud Dancer pode ser visto como uma tela em branco — literalmente — pronta para destacar outras cores e elementos.

  • Na decoração: paredes brancas permitem que quadros vibrantes, móveis coloridos e detalhes arquitetônicos ganhem protagonismo. Portas, janelas e rodapés podem receber cores fortes sem competir com o fundo.
  • Na arquitetura: o branco não briga com vigas aparentes, cobogós, pisos de madeira restaurados ou elementos em aço corten. Pelo contrário, valoriza cada detalhe estrutural.
  • Na ambientação: boiseries, texturas e contrastes podem transformar o branco em algo sofisticado e nada monótono.

Para um público mais maduro, Cloud Dancer pode ser associado a ambientes minimalistas, que evocam clareza, calma, espiritualidade e harmonia. O branco é, afinal, o reflexo de todas as cores — uma base neutra e poderosa que abre espaço para infinitas combinações.

Talvez a polêmica seja justamente o seu maior trunfo: provocar reflexão sobre como usamos as cores e como elas traduzem estilos de vida.

See You Soon!

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Os artigos assinados não representam, necessariamente, a opinião do Portal. Sua publicação é no sentido de informar e, quando o caso, estimular o debate de questões do cotidiano e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo

Paulo Di Mello é designer e arquiteto de interiores com trabalhos reconhecidos no Brasil e exterior e destaque em publicações como “Revista CasaCor“, “Revista Decorar”, “Portilato USA” e “Miami Beach Interior Design”. Busca agregar em seus trabalhos a identidade de seus clientes, criando trabalhos personalizados. Tem especialização em projetos voltados para a inclusão social, em especial para estabelecimentos comerciais, o que lhe permite emitir um selo de acessibilidade.

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Imagem por Marcos Kulenkampff em Canva Fotos

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