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Mãe solo e atípica, terapeuta integrativa e escritora. Acredita no poder do acolhimento e das histórias para transformar a maternidade em uma jornada mais leve.

O recomeço que veio sem eu esperar por meio de sinais

O medo veio junto. Mas a fé era maior. E foi assim, com as mãos trêmulas e o coração aberto, que eu disse sim.

A Páscoa passou. Para muitos, foi chocolate, ovos coloridos e fotos em família. Para mim, foi além, foi também um lembrete silencioso de que toda morte anuncia uma ressurreição. Não a de um corpo, mas a de uma esperança.

Nestas últimas semanas, eu estava em busca de uma solução. Não vou alongar nos problemas, vocês sabem que eles existem, assim como existem na vida de cada uma que me lê. O que importa é o que aconteceu depois: um sinal apareceu.

Um novo negócio. Um projeto que conversa com o que eu já faço, que se conecta com meu jeito holístico e alternativo de ser, com as terapias, com o acolhimento e a ajuda, com essa busca por equilíbrio que norteia minha vida. Não foi planejado. Não foi buscado. Simplesmente chegou.

Confesso: tive medo. A insegurança bateu na porta, como sempre bate. E a pergunta que não quer calar: “Será que dou conta? Será que é agora? Será que vou ter o resultado esperado?”

Imagem de prostooleh no Freepik

Mas aí respirei. Os sinais vieram. Olhei para trás e vi quantas vezes o medo quase me impediu de chegar aonde cheguei. Vi que cada oportunidade que agarrei — mesmo com as mãos trêmulas e o coração acelerado — me trouxe até aqui. E entendi: se uma oportunidade aparece, é porque o Universo mandou. E quem sou eu para ignorar um sinal?

Então fui. Com medo, sim. Num misto de insegurança e confiança. Acreditando que vai dar certo, mesmo sem ter todas as respostas. Porque me conheço. E sei que me arrependeria muito mais se não tentasse.

Não me fecho para o novo. Não me fecho para o que pode dar certo. Não me fecho para os sinais.

A Páscoa me lembrou disso: é preciso passar pela travessia para chegar ao outro lado. É preciso romper a casca do medo para que algo novo possa nascer.

E esse algo novo está começando. Devagar. Com passos ainda inseguros, mas firmes na direção que o coração aponta. Com a energia do novo, com o brilho nos olhos do “vai dar certo”!

Imagem de freepik

E isso serve para você também. Não se deixe paralisar pelo medo, pela insegurança. A vida está aí, fique atenta aos sinais e viva. É como sempre falo, siga sua intuição, ela é sua arma mais poderosa para guiar seus passos.

Nas próximas semanas, conto mais sobre esse novo projeto. Por enquanto, fica aqui o registro de um recomeço, daqueles que a gente não planejou, mas que, quando chega, a gente sabe: era pra ser.

Que a Páscoa nos ensine não apenas sobre o que renasce, mas sobre a coragem de estar aberta para quando o renascimento bater à porta.

E eu estou aberta. Com medo, mas aberta e disposta a enfrentá-lo.

Os artigos assinados não representam, necessariamente, a opinião do Portal. Sua publicação é no sentido de informar e, quando o caso, estimular o debate de questões do cotidiano e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo

Gisele Ribeiro é autora do livro ”Diário de uma mãe nada especial” obra em que desmistifica a maternidade idealizada e compartilha sua transformação pessoal e profissional. É terapeuta integrativa e criadora da mentoria Conversa Materna, um espaço de acolhimento para que cada mãe possa recriar sua própria história.

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Imagem por Marcos Kulenkampff em Canva Fotos

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