O perdão não implica que tenhas esquecido e que tudo tenha desaparecido num instante, não. O perdão é uma oportunidade que te dás a ti e a outra parte para recomeçar, avaliar o erro, aprender com ele e remediá-lo.
No entanto, não te iludas: isso não significa que essa outra parte não voltará a errar, provavelmente o fará. Deves entender que não será o mesmo erro e que essa pessoa é imperfeita, vivendo numa sociedade suscetível à influência das maravilhas e amarguras da vida.
Mas a questão é: depois de perdoar, o que fazer? Deves continuar convivendo com essa pessoa ou cortar a relação, como dizem, “cortar o mal pela raiz”. Essa decisão é muito pessoal e não deve ser apressada.

Deixa o tempo aliviar a dor ou a frustração causada pela ação do outro. “Ah, mas já passou um ano e nada mudou”. Compreenda que o nosso coração ou alma não seguem o tempo literalmente falando, e no final, tudo depende de nós, da nossa capacidade de quebrar as barreiras e aceitar que os erros acontecem, lembrando que amanhã poderás ser tu a precisar de perdão.
Algo que deves fazer é dar tempo às tuas emoções e perdoar apenas quando realmente sentires que estás pronto, em vez de o fazer apenas para agradar a alguém. No entanto, deves saber que quanto mais carregares esse pensamento ou o arrastares, mais negatividade ou até mesmo karmas atrairás para a tua vida.

O universo funciona como uma moeda, onde sempre existem dois lados, e a minha questão para ti é: vale a pena prender-te e não perdoar? Quais são os sentimentos que estão por trás disso? Raiva, mágoa, frustração? Consegues encontrar algo de positivo entre eles?
Aprende a perdoar a ti mesmo primeiro, e então perdoarás os outros com mais facilidade. Não está escrito em lado algum, nem deves sentir-te obrigado a continuar a conviver com a mesma pessoa após o perdão. O importante é garantir a paz nos corações de ambos, sem impor limitações e permitindo que o amanhã e o universo trabalhem de acordo com o momento.




























