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Psicóloga Comportamental e Cognitiva, Neuropsicóloga, Psicopedagoga

Unindo forças contra o bullying

Design Dolce Morumbi sob imagem em Canva

O papel da família e da escola na proteção de crianças e adolescentes

O desenvolvimento emocional e social de crianças e adolescentes acontece, prioritariamente, em dois ambientes: o lar e a escola. Quando o bullying entra em cena, esse desenvolvimento saudável é ameaçado. Para a psicologia, o bullying não é “apenas uma brincadeira” ou “fase do crescimento”. É uma forma de violência sistemática que gera cicatrizes profundas na autoestima, na saúde mental e no rendimento escolar dos jovens.

O impacto psicológico do bullying

Na infância e na adolescência, a identidade ainda está sendo construída. Sofrer agressões verbais, físicas ou exclusão social repetida sinaliza para o jovem que ele não é aceito. Isso pode desencadear:

  • Isolamento social e apatia.
  • Ansiedade severa e crises de pânico.
  • Sintomas depressivos e queda na autoestima.
  • Transtornos psicossomáticos (dores de cabeça ou de estômago sem causa médica).
  • Recusa em ir à escola ou queda abrupta nas notas.
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Como identificar os sinais alvo?

Jovens que sofrem bullying nem sempre verbalizam o problema por medo, vergonha ou por acreditarem que a culpa é deles. Fiquem atentos a:

  • Mudanças repentinas de comportamento (irritabilidade, choro fácil).
  • Alterações no sono ou no apetite.
  • Roupas ou materiais escolares rasgados e machucados sem explicação.
  • Uso excessivo ou isolamento total da internet (indício de cyberbullying).

Como evitar e combater o bullying?

Papel dos pais (em casa):

  • Construa um diálogo seguro: deixe claro que seu filho pode contar tudo a você, sem julgamentos ou punições.
  • Monitore o comportamento: valide as emoções do seu filho. Se notar mudanças, investigue com calma.
  • Ensine empatia e respeito às diferenças: o combate ao bullying também passa por garantir que nossos filhos não sejam os agressores.
  • Estimule a autoconfiança: ajude a criança a desenvolver habilidades sociais e a valorizar suas próprias qualidades.

O papel da escola (na sala de aula e no recreio)

  • Crie uma cultura de acolhimento: o ambiente escolar deve ser um espaço onde a diversidade é celebrada e o respeito é a regra máxima.
  • Capacite a equipe pedagógica: professores e funcionários precisam estar atentos aos pontos cegos (corredores, pátios e banheiros).
  • Implemente canais de denúncia anônima: facilite o relato de agressões sem expor quem denúncia.
  • Trabalhe com o “grupo de apoio”: muitas vezes, o bullying para quando os alunos que assistem (espectadores) se posicionam contra a agressão.
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A intervenção em parceria

Quando um caso de bullying é identificado, a punição pura e simples do agressor não resolve o problema estrutural. A psicologia nos mostra que tanto a vítima quanto o agressor precisam de intervenção e suporte emocional. Enquanto a vítima precisa recuperar sua segurança, o agressor frequentemente necessita de limites firmes e de ajuda para entender a origem de sua hostilidade. Pais e escola devem caminhar juntos, trocando informações de forma transparente e sem tom de acusação.

Proteger a saúde mental de nossos estudantes é um dever coletivo.

Os artigos assinados não representam, necessariamente, a opinião do Portal. Sua publicação é no sentido de informar e, quando o caso, estimular o debate de questões do cotidiano e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo

Mineira de Poços de Caldas, Cynthia Wood Passianottoé formada pela Universidade São Marcos, com especialização em Neuropsicologia e em diversas outras áreas q7ue focam na formação infantil e adolescente. Mãe de 2 filhos, casada com o também psicólogo Luciano Passianotto, Fundou e dirige o espaço Crescendo e Acontecendo no Morumbi, no qual se dedica no trabalho educacional e de orientação à educação de crianças e adolescentes há mais de 20 anos.

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Imagem por Marcos Kulenkampff em Canva Fotos

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