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Só 5,2% dos CEOs no Brasil são mulheres

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Executivas discutem o custo de chegar (e permanecer) no topo

Vitta reúne 50 lideranças femininas em São Paulo para debater longevidade profissional, saúde mental, limites e as escolhas que raramente aparecem por trás das carreiras de alta performance

No último dia 11/08, a Vitta, corretora de benefícios corporativos do Grupo Stone, reuniu 50 executivas de RH em São Paulo para o Vitta Pioneiras — Tempo de Jogo, um encontro voltado à discussão sobre longevidade profissional, saúde mental, maturidade na liderança e os desafios pouco visíveis das trajetórias femininas.

Sob o mote “As carreiras mais potentes não são as mais rápidas”, a iniciativa colocou em debate uma lógica ainda presente no ambiente corporativo: a associação entre alta performance, disponibilidade permanente e crescimento acelerado. Afinal, chegar ao topo das organizações continua sendo exceção para as mulheres no Brasil. Segundo levantamento do Evermonte Institute, apenas 5,2% dos cargos de CEO no país são ocupados por mulheres. Mas há uma discussão que começa depois da conquista dessas posições: qual é o custo de permanecer nelas?

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O tema ganha relevância quando a carreira é observada para além do escritório. No levantamento nacional mais recente do IBGE sobre o tema, as mulheres dedicavam, em média, 21,3 horas semanais aos afazeres domésticos e aos cuidados de pessoas, ante 11,7 horas entre os homens – uma diferença de 9,6 horas por semana.Já o Ministério da Previdência Social registrou que, em 2024, mulheres representaram 63,8% dos mais de 472 mil afastamentos do trabalho por transtornos mentais no país.

Para Claudia Regina Galdino, CEO da Vitta, discutir liderança passa necessariamente pela sustentabilidade dessas trajetórias. “Lidero uma empresa que existe para cuidar de saúde. E saúde também é isso: ter, de tempos em tempos, um tempo que é só seu. Criar um espaço de descanso real para quem decide política de saúde dentro das empresas não é ação de marca descolada do negócio, é coerência entre o que a gente vende e o que a gente pratica“, afirma.

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O encontro trouxe para o centro da conversa aspectos que dificilmente aparecem nos currículos: renúncias, recomeços, limites, mudanças de rota e decisões pessoais que acompanham a construção de uma carreira executiva. As discussões foram organizadas em torno de quatro grandes eixos: protagonismo sem exaustão, longevidade intencional, liderança na era da inteligência artificial e sustentabilidade pessoal.

Para Fernanda Diniz, Head de Marketing da Vitta, a proposta do evento foi ampliar a discussão sobre sucesso profissional para além da velocidade de ascensão na carreira. “Criamos um espaço onde mulheres em posições de decisão puderam falar sobre o que realmente sustenta uma carreira no longo prazo. Quando a vulnerabilidade deixa de ser tratada como fraqueza, surgem conversas muito mais reais sobre liderança, saúde e longevidade profissional”, pontua.

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Para a Vitta, o debate também se conecta diretamente à saúde corporativa. A proposta é colocar no radar das organizações uma pergunta que ganha importância diante da pressão por resultados e da discussão sobre saúde mental no trabalho: não apenas como formar mais mulheres líderes, mas como criar condições para que essas profissionais construam carreiras longas, saudáveis e sustentáveis.

O Vitta Pioneiras contou com a participação de Daniella Dall’Acqua (FESA Group), que abriu a tarde, e um painel mediado por Djane Tomé Sant’Anna, com Aline Penna, Andréa Milan, Priscila Siqueira e Paula Rocha. O evento teve participação da Tânia Bulhões, que sediou o encontro, e da AWS.

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Vitta

https://www.vitta.com.br/ | @vittatech

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Imagem por Marcos Kulenkampff em Canva Fotos

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