Um ponto crucial pela busca de tratamento é o sofrimento que a maioria das pessoas enfrentam, pois é muito comum o paciente não estar ciente se a origem das queixas se refere ao sofrimento pessoal ou relacional, qualquer um desses sofrimentos por si só já justifica uma atenção à saúde.
Nesse sentido, um sofrimento relacional pode facilmente ser confundido por um sofrimento pessoal. Por exemplo, um paciente pode trazer uma queixa de pouco desejo sexual, por que o parceiro ou parceira sempre procura por sexo quando ele ou ela não está a fim? Essa situação não pode ser vista ou interpretada assumindo que se trata de um caso de sofrimento pessoal da parceira ou do parceiro da parceira.

Na verdade, a situação provavelmente se trata de uma discrepância de desejo, gerando um sofrimento relacional do parceiro ou da parceira, nesse caso a parceria precisa de atenção em saúde sexual. Uma parceria com discrepância de desejo sexual não explica uma disfunção sexual.
No entanto, se trata de alinhamento entre os parceiros, a psicoeducação pode ser uma ferramenta importante, pois ela é específica para cada queixa, considerando a literatura sobre o transtorno em questão.
Tanto o sofrimento pessoal quanto o relacional, conversam com questões culturais. O processo de socialização em uma determinada cultura molda o que é esperado e aceito na sexualidade de cada indivíduo.

Entretanto, quando a experiência sexual de uma pessoa diverge do que pré-determinado, é possível que isto gere um sofrimento (pessoal e relacional) muito grande.
É importante ressaltar que o nível de sofrimento apresentado pelos parceiros pode variar de leve a grave, ou seja, a queixa sexual reflete um incômodo na função ou satisfação sexual baseada nas crenças e expectativas dos parceiros.




























