Para quem quer aprender a cantar ou a tocar um instrumento, o GURI segue com matrículas abertas para 2026. Os cursos são gratuitos.
No dia 23 de setembro, é celebrado o Dia do Maestro no Brasil. A data homenageia os profissionais responsáveis por reger, harmonizar e dar vida a orquestras, bandas, coros e conjuntos musicais de diferentes formações. Muito além da técnica no palco, a figura do maestro e da maestra na educação musical desempenha um papel fundamental de formação humana, acolhimento e inspiração. E no GURI, isso é muito presente.
Para marcar a data, em São Paulo e região, o programa de educação musical da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Governo do Estado de São Paulo, gerido pela Santa Marcelina Cultura, destaca a trajetória do professor de música Sidnei de Freitas Barros, que atua na formação de estudantes em diferentes áreas da prática musical.
Com uma trajetória iniciada aos 12 anos em bandas e fanfarras, Sidnei começou a atuar como professor aos 16. Desde 2010, trabalha no GURI como professor de Prática de Banda, Teoria Musical e Metais em polos da zona leste e sul da capital. Ao longo da formação, estudou na antiga ULM, hoje EMESP Tom Jobim, e mais tarde se graduou em Psicologia e Licenciatura em Música.
Aos 49 anos, Sidnei reúne experiência artística e formação acadêmica para contribuir com a educação musical de crianças, adolescentes e jovens, reforçando o papel do professor e do maestro na construção de novos caminhos por meio da música.
Do primeiro sopro ao palco: o maestro como mentor e acolhedor
Em entrevista exclusiva ao Portal Dolce Morumbi, o Maestro Sidnei de Freitas Barros relembrou sua própria origem no universo dos metais, iniciada em 1989 na Banda Marcial Municipal de Franco da Rocha, sob a influência do irmão mais velho. Mais do que reger notas e partituras, Sidnei enxerga a regência no projeto social como um exercício diário de empatia e mentoria.
Com sua dupla formação — em Música e Psicologia —, ele aplica no dia a dia do GURI um olhar atendo ao desenvolvimento motor e emocional de alunos que chegam ao projeto a partir dos 6 anos. Para ele, a prática em grupo (as bandas) é o verdadeiro coração do aprendizado, onde se desenvolvem a percepção rítmica, o trabalho em equipe e a escuta mútua.
“O maestro, além de reger, precisa atuar como um mentor. Alguém que sabe lidar com o universo das crianças e adolescentes, acolhendo as dificuldades técnicas e transformando o medo em superação”, destaca Sidnei.
Essa sensibilidade se traduz no manejo com os arranjos e na preparação para o palco. Sidnei conta que costuma adaptar passagens complexas das partituras e conversar individualmente com os alunos antes dos concertos para desmistificar a ansiedade, ensinando que o erro faz parte do aprendizado.
“Comparo o apoio ao aluno no palco ao incentivo que damos a uma criança aprendendo a andar: o regente fica por perto, pronto para ajudar e transmitir segurança. No final do semestre, ver um aluno que achava uma passagem ‘impossível’ dominando o instrumento no palco é a maior recompensa.”
Sidnei reforça ainda o papel vital da presença familiar e do acompanhamento social promovido pela Santa Marcelina Cultura, garantindo que o ambiente do GURI seja não apenas um espaço de formação técnica, mas um refúgio de acolhimento e cidadania para os jovens da capital.
Estude música de graça
Ainda dá tempo de se matricular e começar a estudar música em 2026. No GURI tem cursos de canto e instrumentos para crianças, adolescentes, jovens e adultos. Do popular ao erudito. Não precisa ter conhecimento musical prévio e nem o próprio instrumento. Tem oportunidades para diferentes níveis de aprendizado. Basta ir até um polo do GURI mais próximo com os documentos pessoais, escolher um curso disponível e se matricular.

Maestro Sidnei de Freitas Barros
Criado e mantido pelo Governo do Estado de São Paulo, sob gestão da Santa Marcelina Cultura, o GURI é o maior programa de educação musical e desenvolvimento humano do Brasil e já atendeu mais de 1 milhão de crianças, adolescentes e jovens em todo o Estado.
Fundada em 2008, a Santa Marcelina Cultura é uma associação sem fins lucrativos, qualificada como Organização Social de Cultura pelo Governo do Estado de São Paulo. Em 2025, foi reconhecida como a Melhor ONG de Cultura pelo Prêmio Melhores ONGs. Sua missão é de formar pessoas por meio dos programas geridos: Hospitais Musicais, Conexões Internacionais, GURI, Escola de Música do Estado de São Paulo – Tom Jobim (EMESP Tom Jobim) e Theatro São Pedro. Todas as atividades são pautadas por três pilares de atuação: Formação Musical, Difusão Artística e Trabalho Social.
Colaboração da pauta:
Comunicação | Santa Marcelina Cultura | Touchédigital Marketing OnLine








































