Existe uma frase que ouvimos com frequência no mundo dos negócios: “networking é importante”. Mas talvez a pergunta que deveríamos fazer seja outra: que tipo de networking estamos construindo?
Porque estar em um ambiente cheio de pessoas, trocar contatos e conversar não significa, necessariamente, construir uma rede.
Networking de verdade exige intencionalidade.
É com esse propósito que o Comitê de Empresárias realizará hoje, 29 de setembro, mais uma de suas rodadas de negócios, no Berlim Meister Restaurante, no bairro de Campo Belo em São Paulo.
Mais do que reunir empresárias, empreendedores e profissionais, a proposta é de criar um ambiente para apresentar negócios, gerar conexões e descobrir possibilidades. Afinal, ninguém constrói um grande negócio sozinho.
Precisamos de clientes, claro. Mas também de fornecedores confiáveis, parceiros estratégicos, pessoas que nos indiquem e profissionais que possam nos conectar a novos mercados.

E essas relações raramente começam com um contrato. Elas começam com uma conversa. Estar no lugar certo muda as possibilidades
A pessoa sentada ao seu lado pode não precisar do seu produto hoje, mas pode conhecer exatamente quem precisa. Alguém à sua frente pode se tornar seu fornecedor, cliente ou parceiro. Outra conversa pode revelar uma oportunidade que nenhuma das partes havia imaginado antes daquele encontro.
Por isso, participar de uma rodada de negócios é muito diferente de simplesmente comparecer a um evento. É preciso chegar com intenção.
Saber explicar quem você é, o que faz, qual problema resolve e que tipo de conexão procura. Mas também estar genuinamente interessada em conhecer quem está diante de você.
Existe uma grande diferença entre entrar em uma sala pensando “para quem eu posso vender?” e entrar pensando “que possibilidades podemos criar juntos?”.
É aí que o networking começa a se transformar em estratégia comercial. Quando ampliamos os ambientes que frequentamos, ampliamos também nosso repertório, nossas conexões e as oportunidades que conseguimos enxergar.
Uma conversa pode gerar uma indicação.
Uma indicação pode se transformar em reunião.
Uma conexão pode virar parceria.
E uma parceria pode abrir um novo mercado.

Mas, para isso, existe algo indispensável: é preciso estar presente e ser lembrada. O negócio pode começar na mesa, mas não termina nela
Talvez um dos maiores erros de quem participa de eventos de networking seja acreditar que o trabalho termina quando o encontro acaba.
Muitas vezes, é justamente ali que ele começa.
No dia seguinte vem o follow-up: a mensagem, o café combinado, a apresentação para alguém da rede, a proposta ou a próxima reunião.
Por isso, gosto de pensar em três movimentos: intencionalidade antes, presença durante e relacionamento depois.
Essa combinação transforma um encontro em uma verdadeira ferramenta de desenvolvimento de negócios.
É esse movimento que buscamos estimular no Comitê de Empresárias: criar ambientes em que as pessoas não estejam apenas aumentando a quantidade de contatos na agenda, mas a qualidade das relações ao redor de seus negócios.
No final, a riqueza de uma rodada de negócios não está somente nos contratos fechados naquela noite. Está também nas portas que começaram a se abrir, nos nomes que passaram a ser lembrados e nas oportunidades que poderão surgir dias ou até meses depois.
Porque oportunidades nem sempre avisam quando estão chegando. Às vezes, elas simplesmente ocupam uma cadeira à nossa frente. E cabe a nós estarmos à mesa.






























