Existe uma prisão na qual muita gente vive sem sequer se aperceber: a necessidade constante de agradar aos outros.
Medimos palavras, alteramos comportamentos, escondemos opiniões e, por vezes, diminuímos a nossa própria luz para não incomodar quem está à nossa volta. Tudo para sermos aceites, bem-vistos e, sobretudo, para evitar o desconforto de não sermos apreciados.
Mas há uma pergunta que merece ser feita: até que ponto estamos dispostos a deixar de ser nós próprios para garantir que os outros gostam de nós?

Imagem criada com ferramentas de inteligência artificial.
A verdade é que, independentemente do que façamos, haverá sempre alguém que não concorda conosco, que interpreta mal as nossas intenções ou que simplesmente não gosta da nossa maneira de ser. E está tudo bem.
Não somos obrigados a caber nas expectativas de toda a gente. Não temos de justificar cada decisão, explicar cada silêncio ou pedir desculpas por termos opiniões diferentes.
Aliás, há momentos em que a nossa evolução começa precisamente quando deixamos de procurar aprovação.
Isto não significa que devamos ser insensíveis, arrogantes ou indiferentes aos sentimentos dos outros. Significa apenas que precisamos de compreender a diferença entre respeitar as pessoas e viver em função delas.
Porque, convenhamos, é curioso: algumas pessoas só gostam de nós enquanto somos exatamente aquilo que elas esperam. Quando começamos a estabelecer limites, a dizer não ou a ocupar o nosso espaço, de repente tornamo-nos difíceis, arrogantes ou mudámos muito.

Imagem criada com ferramentas de inteligência artificial.
E talvez tenhamos mudado mesmo. Talvez tenhamos finalmente percebido que a nossa paz não pode depender da aprovação alheia.
No fim das contas, a vida é demasiada curta para ser vivida numa constante campanha eleitoral em busca do voto de quem nos rodeia.
Aprender a desagradar também é uma forma de liberdade.
E tu, tens vivido para seres quem és ou para seres aquilo que os outros gostariam que fosses?






























